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Educação integral

Atividades extraclasse motivam estudantes em escola paulista

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postado em 18/07/2013 11:55 / atualizado em 18/07/2013 12:01

A robótica, usada para estudar matemática, e as aulas de natação, percussão e música são atrativos que ajudam crianças e pré-adolescentes de Araras, São Paulo, a gostar da escola em tempo integral. O desafio de oferecer atividades motivadoras, encontrar espaços adequados e levar a escola integral para o campo está presente no cotidiano da rede pública do município. A educação integral está universalizada nas escolas, mas ainda não abrange a totalidade dos alunos.

A secretária de Educação de Araras, Elizabeth Cilindri, explica que o projeto da atual administração caminha para ter 100% dos alunos em tempo integral. A primeira etapa, colocar todas as escolas do ensino fundamental no programa, já foi concluída. A motivação começou com o programa Mais Educação, do governo federal, em 2010.

Hoje, dos 6.808 alunos do ensino fundamental da rede de Araras, 2.581 estão no programa. Eles ficam na escola sete horas diárias, com aulas e atividades extras. Outros 470 estudantes, de três escolas, serão atendidos durante nove horas a partir de agosto, em projeto custeado pela prefeitura.

Como o município não tem espaço para acomodar os 470 alunos durante nove horas, a secretaria alugou salas de uma igreja, que serão usadas por 200 crianças de uma unidade de ensino. As outras 270 serão atendidas nas escolas. Uma parceria da rede com um clube deu acesso à piscina para aulas de natação, além de judô e futsal, atividades que atraem os estudantes.

Campo — Outra providência que Elizabeth tomou foi levar a educação integral à única escola rural do município, distante dez quilômetros do centro da cidade. A unidade, que recebe estudantes de várias localidades vizinhas, tem 300 alunos matriculados. Segundo a secretária, ônibus escolares passam nos sítios para buscar os alunos e os levam de volta ao fim do expediente. O imóvel ocupado pela unidade escolar, que era de um clube, foi adaptado pela prefeitura. Elizabeth diz que o espaço é aconchegante e comporta todas as atividades. As instalações incluem salas de aula e lousa digital, refeitório, biblioteca, sala do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo) e quadra coberta. Parte dos alunos chega às 7 horas e sai às 16h40.

Em três pequenas unidades multisseriadas, mais distantes da sede, estudam cerca de 50 crianças, mas ainda não foi possível levar a educação integral até lá.

Além do ensino fundamental, com 6.808 alunos, Araras tem 3.884 crianças matriculadas na educação infantil, 144 na educação especial, cerca de 1,3 mil em creches e 831 na educação de jovens e adultos.

O quadro do magistério, com cerca de mil professores, é outro item que valoriza a educação pública. Todos têm formação superior, incluídos os que atendem escolas de educação infantil (creches e pré-escolas) e de educação no campo.

Estrutura — O coordenador do programa Mais Educação em Araras, Valdemir dos Santos, elogia a iniciativa do município. Ele explica que todas as escolas da rede têm quadra de esportes coberta, salas de leitura com professores presentes, biblioteca e sala de informática. Além disso, oferecem refeições e lanches, com cardápio balanceado, para atender as necessidades nutricionais de crianças e pré-adolescentes. Professores qualificados e em programas de aperfeiçoamento profissional são citados com destaque por Valdemir.

Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostram que o índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) da rede de Araras supera a média nacional. Em 2011, a média nacional no quarto e no quinto anos do ensino fundamental foi de 4,7 pontos; no sexto e no nono, de 3,8 pontos. Araras alcançou 5,4 pontos no quarto e no quinto anos e 4,5 no sexto e no nono.

O município de Araras está situado na mesorregião de Piracicaba, a 174 quilômetros da capital. Tem 118,8 mil habitantes, segundo o Censo Demográfico de 2010.

Mais Educação — Uma das iniciativas do Plano Nacional de Desenvolvimento da Educação (PNE), o programa Mais Educação foi criado em 2007 para incentivar, com transferência de recursos federais, as secretarias estaduais e municipais de Educação a oferecer educação integral em suas redes. Em 2008, primeiro ano de atividade, aderiram ao programa 1.380 escolas de ensino fundamental; em 2009, o número subiu para cinco mil; em 2010, chegou a dez mil; em 2011, a 14,9 mil; e em 2012, a 32 mil. A meta para este ano é alcançar 45 mil escolas.

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