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Educação avança no Entorno

Segundo pesquisa divulgada pela Codeplan, com base em número do IDHM, setor evoluiu muito nos municípios vizinhos ao Distrito Federal. Mas especialista lembra que índices das cidades eram muito baixos há duas décadas e que ainda existe muito o que melhorar

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postado em 02/08/2013 16:00 / atualizado em 02/08/2013 11:12

Ana Pompeu

Iano Andrade
A educação é o ponto mais fraco do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Distrito Federal. Enquanto em Renda e Longevidade, os dados estão classificados como muito altos, educação alcança o nível alto. O mesmo critério é o que puxa para baixo o IDHM geral das cidades da Área Metropolitana de Brasília.

Ainda assim, de acordo com pesquisa divulgada na manhã de ontem pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), a evolução do índice foi capitaneada principalmente pela melhora nos dados referentes às salas de aula. Na média, os municípios do Entorno tiveram aumento de 280% nos dados de educação.

No caso do Distrito Federal, a variação também foi menor do que a encontrada nas cidades limítrofes e no resto do país. “A mudança não foi tão forte em razão de o DF ter partido de um nível bem mais alto que a média do Brasil”, explica o presidente da Codeplan, Júlio Miragaya. A evolução mais forte na capital se deu no período de 1991 a 2000, com aumento de 38,9%, contra 27,5% entre 2000 e 2010. A mesma lógica serve para o salto da região metropolitana.

Em 1991, todas as cidades analisadas estavam no categoria muito baixo. Ao longo das duas décadas seguintes, esses municípios alcançaram aumentos no IDHM Educação de até 422%, como ocorreu em Padre Bernardo. Outras variações importantes são apresentadas por Águas Lindas de Goiás, com 360%, Cocalzinho, com 358%, e Planaltina de Goiás, com 321%.

Mesmo considerado positivo pelo coordenador do Atlas do Desenvolvimento pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), Marco Aurélio Costa, o desempenho das cidades do Entorno ainda precisa melhorar. “Os dados mostram que a educação deu um grande salto nos últimos 20 anos. E, apesar de não ter municípios com IDHM baixo, em 14 dos 22 da Ride (Região Integrada de Desenvolvimento do DF) estão nessa classificação (do IDHM) no componente educação”, diz.

Ele destaca o resultado de algumas cidades. “Os dados em Valparaíso são considerados bons. Dois terços da população adulta têm, pelo menos, ensino fundamental. É um valor acima do nacional, que fica em 55%”, compara. Já o DF tem 72% dos moradores com a etapa concluída. A cidade apresentou a menor variação em relação às outras da região metropolitana, com 107,55%. No entanto, está no topo do índice em 2010, com valor próximo ao alto, de 0,695 — considera-se alto a partir de 0,699.

Caminho a trilhar


Para a prefeita de Valparaíso, Lucimar Nascimento, a evolução registrada pelo município é motivo de comemoração. “É uma alegria ver esses resultados, porque nós acreditamos no potencial da cidade”, discursa. O território é quase que totalmente urbano e abriga 138 mil pessoas de acordo com os dados do Censo 2010. Apesar de ter alcançado o melhor IDHM da região, a prefeita entende que ainda há um logo caminho a trilhar.

“O que nos preocupa é a desigualdade, que é externada na violência infantojuvenil”, afirma. Além dos problemas externos que acabam por influenciar dentro da sala de aula, as questões próprias do sistema de ensino. “Os professores daqui ganham três vezes menos que os do DF. Perdemos muitos profissionais que passam no concurso e vão lecionar em Brasília”, afirmou.

Pilares

Atualmente, os três pilares que constituem o IDHM são longevidade, educação e renda. O componente educação é composto por dois subíndices. O de escolaridade leva em conta a porcentagem de pessoas com 18 anos ou mais que possuem ensino fundamental completo. O segundo trata da frequência escolar e conta as porcentagens de crianças de 5 e 6 anos na escola, de 11 a 13 nos anos finais do fundamental ou com a etapa completa, adolescentes de 15 a 17 anos com fundamental completo e de jovens de 18 a 20 anos com médio completo.
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