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Veículos reforçados vencem os obstáculos no interior de MT

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postado em 08/08/2013 10:29 / atualizado em 08/08/2013 10:32

Com estradas de terra, exceto trechos de passagem pela BR 163, e longas distâncias, o município de Nova Mutum, no norte de Mato Grosso, criou um sistema próprio para o transporte de estudantes das escolas rurais. Cada motorista tem uma relação de fazendas e de comunidades, nas quais pega os alunos e os leva à escola. No fim das aulas, faz o percurso de volta.

De acordo com a secretária de Educação de Nova Mutum, Ida Maria Timm Pedrollo, a prefeitura firmou acordos com proprietários de fazendas para que os motoristas possam pernoitar durante a semana. É uma forma de reduzir o tempo de viagem entre a residência do aluno e a escola e de evitar que o ônibus rode vazio, o que permite a economia de combustível. Os núcleos rurais em Nova Mutum ficam distantes de 60 a 70 quilômetros do centro urbano. Um dos assentamentos, com 362 famílias, fica a 170 quilômetros.

Outra providência tomada pelo município é de renovação da frota escolar. A prefeitura já recebeu 14 ônibus do programa Caminho da Escola do governo federal e fez um novo pedido este ano, de dez veículos, na atualização do Plano de Ações Articuladas (PAR). Ida Maria salienta que o pedido inclui sete veículos reforçados para o transporte de estudantes da área rural e três com plataforma de acessibilidade.

Escolas rurais de Nova Mutum têm alunos cadeirantes matriculados, mas nos ônibus, sem adaptação, eles têm de sentar em banco comum. A secretária observa que a prefeitura, ao pedir veículos do programa Caminho da Escola, pretende acolher de forma adequada os alunos com deficiência e substituir parte da frota, que roda desde 2001 por estradas precárias.

Em cada veículo, um monitor designado por Ida Maria acompanha toda a rota e verifica se as crianças estão sentadas e seguras. O monitor tem a relação dos alunos a ser transportados no veículo e dados como nome dos pais, escola onde estudam, séries que cursam e telefones da família e da escola. O ônibus também conta com água potável.

Na avaliação de Ida Maria, o acesso, a permanência e o sucesso dos estudantes nas escolas melhoraram muito com a iniciativa do governo federal de induzir a renovação da frota. “O programa veio socorrer os municípios”, afirma. Com ônibus novos, a prefeitura planeja desmembrar algumas rotas e reduzir o tempo que os alunos levam na estrada. “Os amarelinhos são bons nesses trajetos”, diz a secretária, em alusão à cor dos veículos do Caminho da Escola.

Rede — A rede municipal de Nova Mutum tem 11 escolas de ensino fundamental, aí incluídas três creches, e atende 4.450 estudantes. Além dos alunos da rede, a prefeitura transporta 5.050 alunos de escolas estaduais. Nos 141 municípios, o governo de Mato Grosso celebrou parcerias para o transporte escolar.

No norte mato-grossense, a 250 quilômetros de Cuiabá, Nova Mutum tem 30,5 mil habitantes, conforme o Censo Demográfico de 2010. O índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) do quarto e do quinto anos do ensino fundamental foi de 5,4 pontos em 2011 — a meta deveria ser alcançada em 2015.

Caminho da Escola — Criado em 2007, como parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), o programa Caminho da Escola tem entre os objetivos renovar a frota de veículos escolares (ônibus e embarcações), garantir a segurança e a qualidade do transporte dos estudantes e contribuir com a redução da evasão escolar. O programa também visa à padronização dos veículos, a redução dos preços e o aumento da transparência nas aquisições.

Estados e prefeituras podem comprar os veículos com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com assistência financeira do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), por meio do Plano de Ações Articuladas (PAR) ou com recursos próprios. As secretarias de Educação podem aderir aos pregões promovidos pelo FNDE para obter melhores preços dos veículos.

Ionice Lorenzoni


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