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Senador defende federalização da educação básica

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postado em 23/08/2013 12:23 / atualizado em 23/08/2013 12:25

Em pronunciamento nesta quinta-feira (22), o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que, além de objetivos ambiciosos na educação, o Brasil deve espalhar por todo o território as grandes experiências no setor, o que só seria possível com a federalização do ensino.

Nesse sentido, Cristovam cobrou a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2013, de sua autoria, que responsabiliza a União pelo financiamento da educação básica pública. A proposta encontra-se em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Cristovam propôs o gasto anual de R$ 9 mil por aluno, e disse que isso só será possível com o emprego de verba federal, uma vez que há escolas que gastam R$ 2.200 por aluno e outros estabelecimentos que empregam R$ 51. O senador também cobrou melhorias gerais no setor, com a adoção de bom salário para os professores, prédios bonitos para abrigar as escolas e despertar o interesse das crianças, equipamentos modernos e respeito.

Em seu discurso, Cristovam saudou a audiência pública promovida pelo Senado na quarta-feira (21), que discutiu a importância da educação para o desenvolvimento econômico do país. O senador elogiou os participantes do debate e reiterou que a educação é fundamental para aprimorar o conhecimento.

Os debatedores, disse o senador, mostraram que a educação contribui para o aumento do produto interno bruto (PIB), especialmente o ensino de Matemática, que contribui para a formação de engenheiros no país, que já sofre com a ausência de profissionais qualificados do setor.

- De cada cem jovens que entram nas escolas de Engenharia, 50 abandonam o curso por falta de base matemática, não por falta de dinheiro. Isso tem consequências diretas na produção e no PIB, ou porque as coisas deixam de ser produzidas, ou porque a produção fica a cargo de pessoas despreparadas – afirmou.

Cristovam disse ainda que o Brasil está “muito mal na foto” dos países que indicam alto grau de educação, como Coréia e Chile. Ele também criticou o fato de o país comemorar a queda do analfabetismo de 12% para 11%, mesmo sabendo que o número de analfabetos aumentou e a população cresceu.

- Quase 125 anos depois da proclamação da república, temos hoje duas vezes mais adultos analfabetos do que em 1889. A porcentagem caiu, mas o número absoluto dobrou. É a comemoração do pequeno, a comemoração do insuficiente. Estamos indo mal, apesar de estarmos indo, e nossos objetivos são vergonhosos. Daqui a 20 anos, ainda estaremos atrás de países latino-americanos, como Colômbia e México – afirmou.

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