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Feira traz para Brasília instituições que ofecem intercâmbio

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postado em 18/09/2013 19:31 / atualizado em 18/09/2013 20:10

Emily ESP.CB/D.A Press
Informação é fundamental a quem deseja estudar no exterior. Quanto mais opções conhecer e mais orientado estiver o futuro intercambista, maiores serão as chances de fazer a escolha certa e melhor aproveitar a experiência. Os estudantes de Brasília puderam conhecer instituições que ofecerem estudo no exterior em uma das maiores feiras de intercâmbio da América Latina, a Eduexpo, que ocorreu nesta segunda-feira (18), no Centro de Convenções e Eventos Brasil 21.

Cerca de 70 instituições e agências ofereceram programas de graduação, mestrado, doutorado, MBA, ensino médio, cursos de idiomas, além de cursos técnicos e estágios renumerados. Para o organizador do evento Julio Rochentti, a feira proporciona um conhecimento diferenciado das buscas na internet. “Trazemos as universidades estrangeiras para estudar diretamente com os estudantes”, conta Rochentti. “Em um dia, em alguma horas, você vai à feira e tem a opção de conversar, comparar e aprender como funcionam as instituições em países diferentes”

Acompanhada pela mãe, Laura Xavier (foto), 16 anos, cursa o 2º ano do ensino médio e pesquisava programas de idiomas no Canadá. A mãe Jeanice Xavier, 44 anos, quer garantir que a filha tenha o suporte necessário no estrangeiro. Para isso, não basta escolher a instituição mais adequada. É importante cuidar de todos os detalhes durante a preparação. É o que alerta Glaucia Maria Ribeiro, 36 anos: “Aqui é tudo bonito, mas quando chega lá, é cada um por si”.

Mais experiente, Glaucia Ribeiro passou dois anos fazendo especialização na França. Ela deseja fazer mestrado no Canadá no próximo ano e aconselha os interessados a cuidar de todos os detalhes durante a preparação. Acomodação, transporte, clima, estrutura, documentação necessária e a cultura local são questões que não podem faltar no planejamento.

“Cada país tem uma condição diferente. Você tem que escolher um lugar que você se identifique”, recomenda Carlos Eduardo Piatti, 20 anos, que viajou para a Califórnia, Estados Unidos, no ano passado por ser um lugar mais quente.

A aposta é que, em feiras como essas, os estudantes possam conhecer as diversas possibilidades e escolher os programas de intercâmbio que mais lhes interessam, como foi com Gabriel do Nascimento Delano, 22 anos, que cursa Saúde Coletiva na Universidade de Brasília. Ele escolheu Vancouver, Canadá,  com orientações que obteve de uma agência durante a feira do ano passado. “Surgiu com a gente conversando”, completa. Ele pretende ir para Londres, Inglaterra, no próximo ano.

Mercado em expansão no Brasil
Emily ESP.CB/D.A Press

Julio Rochentti viu que havia espaço no mercado para o ramo em 1997, após fazer intercâmbio em Londres. Iniciou com uma escola de inglês, depois de português para estrangeiros - uma das primeiras do país - , formulou uma revista eletrônica sobre o assunto e, em 2001, organizou a primeira feira de intercâmbio, em seis capitais brasileiras. Hoje, o evento é realizado em grandes capitais da América Latina, Europa e Ásia.

Em 2012, o ramo gerou US$ 2 bilhões para os negócios da área, segundo os dados da Belta (Associação Brasileira de Organizadores de Viagens Educacionais e Culturais). Mais de 175 mil estudantes participaram de programas de intercâmbio no país no ano passado. “Antigamente, para estudar fora, era bem limitado. Nosso poder aquisitivo em dólar era caro”, explica  Rochentti.

Representante de uma das agências expositoras na feira, Márcia Brentano conta que a empresa Egali Intercâmbio participa desde o ano passado e acredita que o evento dá visibilidade e torna os programas mais acessíveis. “No último mês, batemos o recorde de vendas”, comemora. Para ela, os brasileiros têm viajado mais em busca de educação e cultura.

A expectativa é que oito mil estudantes tenham visitado a feira em Brasília. O evento passará por mais duas cidades neste mês: São Paulo(21 e 22/09) e  Campinas (23/09).
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