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Correio Braziliense

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Vem aí o dia do bicho!

Na próxima sexta-feira, será comemorado o Dia Mundial dos Animais. Nessa data, é importante lembrar que todos eles, com e sem raça, precisam de cuidado e merecem respeito durante o ano inteiro

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postado em 04/10/2013 15:49 / atualizado em 04/10/2013 16:11

Cachorros e gatos de raça enchem os olhos, com pelagens, cores, tamanhos, personalidade e outras características especiais. Talvez você sinta vontade de ter um bicho com pedigree, mas é importante saber que os vira-latas são tão bons companheiros quanto os de raça, ora essa! Muitos viralatas sofrem nas ruas. Por isso, quando se adota um animal, em vez de comprar um, você salva uma vida.
Simone Lima, diretora-geral da Associação Protetora dos Animais do Distrito Federal (ProAnima), defende a adoção de animais:
— Amizade não tem raça e não se compra! No futuro, as pessoas terão vergonha de vender animais, do mesmo jeito que a humanidade sente vergonha de já ter comercializado pessoas.
Bichos abandonados e maltratados podem esperar muito tempo para ganhar um lar. Conheça crianças que resgataram animais e deram a eles a chance de uma vida feliz.

ED Alves/CB/D.A Press

Lar temporário
Paola Hoffmann, 10 anos, e a mãe, Ana Paula Vasconcelos, têm quatro cachorros, Lilica, Miley, Fredo e Gru, e abrigam outros 12 cães em casa. Há 6 anos, a dupla oferece lar temporário até que os cachorros sejam adotados. Nesse meio tempo, elas dão comida, banho, tratamento veterinário e afeto. Paola e a mãe só permitem a adoção depois de conhecerem a pessoa e se certificarem de que o animal não será maltratado, e já avisam: se for abandonar, é melhor devolver.
Sempre que um cão ganha um dono, abre-se uma vaga na casa para que outro seja hospedado. A estudante do 5º ano do ensino fundamental fica chateada com a venda de animais:
— Na minha turma, quase todo mundo tem cachorro de raça. Meus colegas têm preconceito contra cachorros de rua, pois acham que eles são sujos e doentes. Só que não é assim. Se tem tanto cachorro na rua esperando um lar, por que comprar? Cachorro não é mercadoria!
Adote um pet!
» Os cachorros aninhados na casa da Paola e da Ana Paula estarão numa feira de adoção hoje, entre as 9h e as 17h, no Park Mall, em Águas Claras (Avenida Castanheiras, Lote 1).

Salvo por um triz
Belo, um cachorro amarelado, foi atropelado, mas foi amparado por um abrigo de animais e conseguiu se recuperar, apesar de ter ficado com um problema para andar. Há três semanas, a vida desse animalzinho mudou: as irmãs Luana, 8 anos, e Camila Pereira, 11, se encantaram com ele numa feira de animais e o levaram para casa, com o apoio do pai, Carlito Pereira, e da mãe, Marinalva Gonçalves. Camila explica o porquê da escolha:
— O Belo era o mais bonito da feira. Eu prefiro adotar do que comprar um bichinho, porque, agora, a gente faz ele ser feliz e ele estava precisando muito disso.
Apesar do problema nas patas, Belo não para quieto: corre atrás da bolinha, anda para cima e para baixo. Dentro de casa, é um verdadeiro rei — tem uma cama e vive sendo penteado pelas donas. Luana conta o que cada um faz pelo novo integrante da família:
— Eu e minha irmã damos ração, passeamos e brincamos com ele. Minha mãe dá banho e meu pai dá carinho.
Geyzon Lenin/ESP/CB/D.A Press

Família de protetores

Todo fim de semana, as irmãs Ana Carolina, 7 anos, e Ana Gabriela Magela, 13, vão ao Augusto Abrigo como voluntárias: elas dão banho, brincam, passeiam e levam alegria a animais sem dono. Ana Gabriela conta que foi um desafio fazer amizade com um dos moradores do canil, o Minhoca:
—  Meninos jogavam pedras nele na rua e ele criou aversão a crianças. Na primeira vez, ele até mordeu meu calcanhar, mas, com carinho e paciência, ele passou a gostar de mim.
Os pais, Noemi Galasso e Daniel Magela, criaram as filhas junto com cachorros desde pequenininhas e a família tem três cães adotados. Cisco, de 10 anos, foi encontrado desnutrido e com problemas nas patas traseiras. A segunda a se juntar à família foi Bebela, de 4 anos — a cachorrinha quase morreu depois de ter sido jogada, ainda filhote, num bueiro. Há um mês, a família acolheu mais uma, a Rosinha, de 12 anos.
E, para cuidar do trio canino, Ana Carolina e Ana Gabriela se dividem para limpar a casa, dar ração, passear e fazer exercícios para que os melhores amigos não engordem.
— De vez em quando, eles fazem xixi fora do lugar e nós temos de limpar. Dá trabalho, mas vale a pena, porque os cachorros são maravilhosos.
Paula Rafiza/ESP.CB/D.A Press

Caminhos cruzados

Há mais de 2 anos, quando voltavam para casa, Anamartha Neves e os filhos, Pedro e Paulo Dantas, 11 anos, encontraram uma cadela vira-lata no portão. No momento em que abriram a porta, a cachorra entrou e não quis mais sair. A família se apegou e o animal ganhou o nome de Luna.
Na época, a cadela estava assustada e arisca, mas o amor dos novos donos a fizeram revelar seu lado brincalhão. Além de Luna, os irmãos gêmeos também têm Hulck, um cão da raça Yorkshire. Os animais preferidos de Paulo são o lobo e seu parente distante, o cachorro:
— Eu gosto dos lobos porque eles são livres, trabalham em equipe e moram na neve. Já os cachorros são fiéis e bons companheiros, que brincam e gostam da gente.
Pedro descreve Luna:
— A Luna adora brincar com um pedaço de bambu e, quando jogamos, ela corre e trás de volta.

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