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Reta final para o PAS

Alunos do ensino médio dedicam-se aos estudos e à concentração a fim de enfrentar provas do programa de avaliação seriada da UnB no início de dezembro

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postado em 25/11/2013 10:56 / atualizado em 25/11/2013 11:03

Ana Braga

Antonio Cunha
O fim do ano não significa apenas festas de Natal e de ano-novo para muitos estudantes. Quem cursa o ensino médio começa a se preocupar com a maratona de provas. As do Programa de Avaliação Seriada (PAS) da Universidade de Brasília (UnB) serão aplicadas no início de dezembro. O Distrito Federal tem, de acordo com o censo escolar de 2012 do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), cerca de 80 mil alunos nessa etapa da educação.


A UnB oferece 2.097 vagas para 98 cursos nos quatro câmpus: Asa Norte, Ceilândia, Gama e Planaltina. Entre elas, 553 oportunidades estarão reservadas aos alunos de escolas públicas, negros, pardos e indígenas. Nesta edição, há um curso novo entre as opções, o bacharelado em ciências da computação noturno. Os candidatos optaram pelo sistema universal ou o de Cotas para Escolas Públicas na inscrição. Um total de 553 vagas está separado aos cotistas e outras 1.544 para o universal. O PAS não tem reservas para negros, como no vestibular. Responsável pela elaboração, aplicação e correção das provas, o Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe) divulga hoje o número de inscritos para o concurso e a demanda por curso.

Preparação

Nesse momento, Vítor Miranda, 18 anos, investe na revisão de conteúdos e no preparo psicológico. “Já estudei durante muito tempo e aprendi tudo o que podia. Agora, prefiro ter um tempo para mim”, conta. A rotina de estudo de três horas por dia, além do horário em que está em aula, é organizada de forma a intercalar as disciplinas. “Na metade do tempo, faço exercícios de exatas e, na outra, de humanas”, conta. Ele consegue momentos de refresco mental praticando esportes e tocando violão. “Tive uma preparação bem puxada durante o ano e acho que tenho chances de ser aprovado”, avalia.


Se hoje o jovem cogita ocupar uma vaga em direito na UnB, isso se deve à dedicação ao longo da vida escolar. “Considero que tenho uma boa base desde o ensino fundamental, quando realmente aprendi os conceitos básicos”, conta. “Estudo a sério desde o primeiro ano. Não deixei para aprender tudo somente no terceiro.” Para ele, o PAS aparece como uma chance mais concreta de aprovação do que o vestibular tradicional. Sobrinho de advogados e de juízes, ele cresceu respirando debates jurídicos. Também na família, busca o conforto nos minutos que antecedem a prova. “Aquele abraço na entrada do local de prova faz toda a diferença no meu desempenho”, revela.
Fator emocional

Candidata a uma vaga no curso de educação física, Mayra de Oliveira Sousa, 17 anos, aposta na redação como seu forte na prova. “Gosto de escrever e acredito que não terei problema para redigir os textos”, considera. Ela acredita que se manter informada é o segredo para uma boa pontuação. “A prova vai cobrar muito de atualidade, do que está acontecendo no país e no mundo. Por isso, é importante ler também jornais e revistas”, diz.
Mayra conta que seu esquema de estudos prevê assistir às aulas e fazer os deveres. “Não estudo em casa, apenas na escola. Comigo funciona”, acredita. A garota revela que não leu os livros nem escutou as músicas indicadas no edital. “Ainda dá tempo de ouvir o que indicaram, mas não vai dar para pegar as obras literárias. Vou com o que aprendi sobre eles nas aulas”, diz a aluna do Centro de Ensino Médio Elefante Branco.

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