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Escola incentiva troca de livros didáticos entre os alunos

Feira promove redução de gastos com material escolar e sustentabilidade

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postado em 05/12/2013 20:24 / atualizado em 05/12/2013 20:34

O ano termina e logo vêm as preocupações com os gastos com livros didáticos. Para evitar o desperdício, o Colégio Marista de Brasília organiza uma feira em dezembro para que os pais possam trocar os livros didáticos. A feira de troca termina nesta sexta-feira (6/12), quando o semestre é encerrado. Os pais podem levar os livros do ano para trocá-los pelos do ano seguinte. Esta é a segunda edição do evento. A ideia foi dos próprios pais, que se queixavam de livros entulhados em casa e queriam economizar na lista de material escolar. %u201CEsses livros não vão servir para meus filhos e a gente acaba economizando%u201D, diz Firmino Rodrigues, 38 anos, professor de handebol no colégio. A escola faz a mediação e cuida da estrutura para possibilitar a troca. Para Firmino, é um custo a menos. %u201CTenho dois filhos e os livros escolares não são baratos%u201D,diz. Um pai de um estudante do colégio gasta, em média, R$ 700 por ano com os livros de cada filho. Neste ano, um painel de contatos foi montado para facilitar o comunicação entre os pais. %u201CVocê deixa o telefone e um recado com o que quer e o que tem%u201D, explica Murillo de Melo Macedo, 31 anos, bibliotécario do Colégio e organizador do projeto.
Camilla Stivelberg/Imprensa/ColégioMaristadeBrasília
A filha de Firmino, Isadora Rodrigues da Silva, 9 anos, já tem o hábito de passar o livro para frente. %u201CAntes, eu deixava meus livros com a professora%u201D. Mas nem todos fazem o mesmo. Murillo aposta no projeto como um ato de sustentabilidade: %u201DEsses livros serão reaproveitados, reduzindo gastos de papel e energia%u201D. Murilo também recomenda aos pais que conscientizem os filhos sobre o zelo com o material. Isadora conta como cuidou dos livros dela: %u201C Arrumei todos na gaveta, não deixei no chão, não rabisquei com caneta, nem amassei%u201D. Outras indicações são evitar o manuseio com as mãos sujas, encapar os livros, cuidados no transporte, não dobrar ou criar orelhas. Para quem não tem interesse em novas aquisições, pode apenas deixar o material para doação, em exposição. Os livros literários usados em aula também podem ser trocados. Murillo espera que mais pais participem. A média de adesão no último ano foi de 10% dos 2 mil alunos, segundo estimativa da escola. A expectativa é manter a ação todo fim de ano.
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