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Escola próxima a rodovia tenta amenizar efeitos da poluição

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postado em 09/12/2013 11:06

Os perigos da poluição atmosférica inspiraram a Escola Municipal de Ensino Fundamental Antônio Prevedello a desenvolver projeto para transformar a instituição em escola sustentável. De acordo com a professora Aline Rizzardi, o projeto, criado por alunos do oitavo e do nono anos do ensino fundamental, visa principalmente a conscientizar os agricultores em relação ao uso indevido de agrotóxicos em áreas próximas a escolas rurais.

Localizada na área rural do município de Cruz Alta, noroeste do Rio Grande do Sul, às margens da rodovia BR 377, a escola Antônio Prevedello sofre com a poluição atmosférica e sonora, consequência tanto do uso de defensivos agrícolas nas lavouras quanto do intenso tráfego de carros e veículos pesados. O projeto da instituição de ensino gaúcha foi apresentado na 4ª Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, promovida pelos ministérios de Educação e do Meio Ambiente, em Luziânia (GO), de 23 a 28 de novembro último.

A sugestão dos estudantes é a substituição dos produtos químicos por defensivos naturais. Além disso, eles pretendem alertar as autoridades sobre a falta de sinalização adequada na rodovia — não há indicações aos motoristas sobre a existência de escolas nas proximidades. O projeto prevê ainda atividades para orientar a população quanto à necessidade de respeitar os níveis de som aceitáveis à saúde humana.

Iniciado em agosto último, o trabalho tem como primeira ação o combate ao uso indevido de agrotóxicos. A escola sugere que os agricultores sejam instruídos sobre cuidados a serem tomados no uso de defensivos e defende a substituição de produtos químicos por defensivos naturais. Para isso, conta com o apoio de universidades locais e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

Perigos

Para resolver o problema da poluição sonora, os estudantes confeccionaram maquetes com material reciclado. Com elas, esperam mostrar os problemas resultantes da falta de sinalização. “O objetivo é mostrar a dirigentes municipais e órgãos de trânsito os perigos a que os alunos são submetidos diariamente, além da poluição sonora”, diz Aline, que tem graduação em ciências biológicas, especialização em gestão ambiental em espaços rurais e mestrado em agronomia. Segundo a professora, o ruído provocado por excesso de velocidade, buzinas e freadas, entre outros, chega, algumas vezes, a interromper as aulas.
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