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Correio Braziliense

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Olimpíada de português abre inscrições a partir de segunda-feira (24/2)

Podem participar alunos de ensino fundamental e médio. A inscrição deve ser feita pelos professores e pelas escolas

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postado em 21/02/2014 11:10 / atualizado em 24/02/2014 15:29

Ana Paula Lisboa

A Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro existe desde 2002 com o objetivo de aprimorar as habilidades de leitura e de escrita de alunos de escolas públicas, além de servir como programa de formação continuada para professores de português. A iniciativa do Ministério da Educação e da Fundação Itaú Social recebe e seleciona os melhores textos de estudantes de todo o país. As inscrições para a edição deste ano estarão abertas a partir de segunda-feira (24/2) e continuam até 30/4 pelo site. A inscrição deve ser feita por um professor e a Secretaria de Educação também deve aderir.

O tema das redações é sempre “o lugar onde vivo”, e  a modalidade varia de acordo com a série do estudante. No ensino fundamental, alunos de 5º e 6º anos participam no gênero poema; para 7º e 8º anos, ficam reservados textos de memórias literárias; para o 9º ano, crônica. No ensino médio, estudantes da 1ª série escrevem crônica, enquanto os de 2ª e 3ª série redigem artigo de opinião. As escolas devem enviar os textos produzidos às comissões julgadoras até o dia 15 de agosto.

Os professores recebem material de apoio para orientar a participação dos alunos. O processo seletivo é composto por cinco etapas: escolar, municipal, estadual, regional e  nacional. A comissão estadual vai selecionar os 500 melhores trabalhos, 125 de cada gênero. Nesta fase, os professores e alunos recebem medalhas de bronze, livros e participam de oficinas de leitura e de escrita. A etapa final será em Brasília e anunciará os 20 vencedores. Os alunos e professores escolhidos receberão medalhas de ouro, notebooks e impressoras. As escolas dos vencedores serão equipadas com um laboratório de informática com dez computadores, uma impressora, projetor, telão e livros.

Fundação Itaú Social/Divulgação
Finalista do DF

Andressa Monteiro da Silva, 13 anos, foi uma das finalistas da última edição da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. A estudante do Centro de Ensino Fundamental 802 do Recanto das Emas ficou entre os cinco primeiros colocados na categoria poema em 2012. Foi uma experiência inesquecível. “Eu gostei muito, conheci pessoas novas, participei de dinâmicas, escrevi textos, passeei, brinquei, e até gravei um CD falando um trecho do meu poema. Adorei participar da Olimpíada e este ano vou tentar novamente”, conta. Apesar de gostar muito de ler e escrever e de ser fã de poetas, como Vinicius de Moraes, ela não esperava ficar tão bem classificada. “Escrevi este texto como outro qualquer que faço em sala de aula, foi uma surpresa ficar entre as finalistas”.

A professora Rosangela de Aquino também se surpreendeu. “A Andressa é uma ótima aluna, mas havia milhares de concorrentes. Não imaginei que ela fosse tão bem. Fiquei muito feliz por ela”, relata. A professora Rosangela conta como preparou os alunos para a competição. “O 6º ano devia fazer poemas. Para incentivá-los e para que eles tivessem mais facilidade com vocabulário, trabalhei com cordel e com poemas regionais desde o começo do ano”, conta. Os prêmios - computadores e tablets - motivaram ainda mais os estudantes.

Junto com a professora Rosangela de Aquino, a estudante passou por várias etapas e concorreu com outros 40 mil estudantes que escreveram poemas. A primeira foi dentro da própria escola. Cada colégio pode ser representado por apenas um texto de um estudante de cada série. A poesia Meu recanto de Andressa representou o 6º ano, em 2012. Na segunda etapa, o texto dela ficou entre os 500 melhores do país. Na terceira fase, ela viajou para Fortaleza e foi escolhida entre os 38 melhores. Na fase final, em Brasília, concorreu com os cinco melhores do país.

Melhoria da educação

A gerente de educação da Fundação Itaú Social, Patrícia Mota Guedes, explica que a Olimpíada de Língua Portuguesa não gira apenas em torno da competição de textos. “O programa é bianual. Nos anos pares, mobilizamos alunos, professores e escolas para participar do concurso de textos. Nos anos ímpares, promovemos formação presencial e a distância para professores que aderiram ao programa”. Como os cursos têm número limitado de vagas, as capacitações, que ligam a teoria a prática, são ministradas para professores das secretarias de educação que podem replicar este conteúdo entre outros educadores da rede pública de ensino. Para Patrícia, “a Olimpíada de Língua Portuguesa se junta à força das secretarias estaduais e municipais que se mobilizam pelo avanço da educação e aos professores que demonstram cada vez mais interesse por formação continuada”.

 

 

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