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Educação integral dá um salto no DF

Modalidade passou de 13,5 mil matrículas em 2012 para 36 mil registradas no ano passado

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postado em 26/02/2014 11:36 / atualizado em 26/02/2014 11:38

Ana Pompeu

Tina Coelho
O censo da educação básica, divulgado ontem pelo Ministério da Educação, destaca o aumento na educação integral em âmbito nacional e do DF. No Brasil, essa modalidade de ensino teve incremento de 45,2%, entre 2012 e 2013, passando de 2,1 milhões para 3,1 milhões de estudantes. No DF, eram 13,5 mil matrículas em 2012. Já no ano passado, o número saltou para 36 mil.

“É preciso fazer uma avaliação qualitativa. A criança precisa estar na escola para aprender mais. Pode até ser de tempo integral, mas é preciso checar se atinge o objetivo”, afirma o integrante do Conselho Nacional de Educação, Erasto Fortes. Ainda assim, o educador defende o aumento na modalidade e os esforços do governo na área. Para ser considerada de tempo integral, uma escola precisa oferecer, no mínimo, sete horas diárias de aula.

No total, as matrículas na educação básica do Distrito Federam registraram redução de 1,3% de 2012 para 2013. No ano passado, foram 662 mil estudantes nas escolas da capital. Os números não diferem do quadro nacional. Em 2013, o Brasil teve 1% menos inscrições do que no ano anterior. Para os governos distrital e federal, o índice é justificado por dois fatores: o trabalho de correção de fluxo e a redução da taxa de natalidade. Mesmo assim, o ministro da Educação, Henrique Paim, considera que há espaço para melhorar. “No ensino fundamental, temos 98% dos estudantes de 6 a 14 anos atendidos. Temos que trabalhar fortemente na educação infantil e no ensino médio para melhorar esse atendimento”, afirma.

Menos evasão

No DF, o subsecretário de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação Educacional da Secretaria de Educação, Fábio Pereira de Sousa, define as estatísticas como positivas. “Estamos diminuindo a evasão escolar. Não temos mais crianças fora da escola dos 6 anos aos 17 anos. Então, tivemos um pico de crescimento e agora se manteria. Mas, como as famílias têm menos filhos, é natural que as matrículas caiam junto”, detalha. O subsecretário afirma que, em 2014, o Distrito Federal universalizou o atendimento ao ensino médio. “Não temos mais a dificuldade que existe no resto do país, o que é um sinal de que o sistema é eficiente”, completa.
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