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Famílias protestam na Fercal

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postado em 11/03/2014 12:25 / atualizado em 11/03/2014 12:26

Manoela Alcântara

Ed Alves
Cerca de 100 pessoas fecharam os dois sentidos da DF-150 para protestar contra a falta de transporte escolar para alunos da Escola Classe Ribeirão, localizada em Sobradinho 2. Revoltados com a dificuldade para chegar à instituição de ensino, pais e mães — moradores da Fercal — foram para a beira da pista pedir providências. Segundo relatos dos manifestantes, eles precisam sair de casa, às 5h, com as crianças de 4 a 10 anos, para tentar levá-las às escolas. O colégio fica a 21km da Fercal. Seria o equivalente ao trajeto de Taguatinga ao Plano Piloto, com a diferença de que para se chegar à escola rural é preciso atravessar 15km de estrada de chão.

Chegar à parada de ônibus não é garantia de conseguir entrar na linha responsável pelo caminho. Segundo a dona de casa Jane Francisca Carvalho, 31 anos, quando chove, a linha responsável por levar as crianças à escola não passa. “Nunca sabemos quando nossos filhos conseguirão chegar à escola. É uma situação que precisa ser resolvida”, disse. O filho, José Raimundo, tem apenas 4 anos, o que a deixa ainda mais indignada. “Foi o único lugar que consegui fazer a matrícula. Já ficamos 50 minutos no ônibus. Ainda ficamos nessa indefinição.” A servente de obras Deilza de Oliveira, 42 anos, também decidiu participar do movimento que fechou a pista na manhã de ontem. Eles chegaram às 5h e permaneceram lá até as 9h. “Esse coletivo só passa três vezes ao dia. Às vezes, nossos filhos saem para a escola às 5h e só voltam às 18h, na espera de um ônibus para voltar. Por isso, queremos o transporte escolar, da Secretaria de Educação”, afirmou.

Durante o protesto, o coordenador de transporte escolar da pasta, José Raimundo Carvalho da Silva, foi até a Fercal e conversou com os pais. A promessa foi de que, até quarta-feira, todos os estudantes do colégio farão o trajeto em um ônibus exclusivo para essa finalidade. “Essa é uma responsabilidade do DFTrans, pois esses estudantes recebem vale-transporte. No entanto, como são crianças pequenas, não podemos deixar que elas vivam neste sofrimento”, ressaltou o coordenador. Ontem à tarde, ele se reuniu com o diretor da escola e com alguns pais para fazer um levantamento de quantos alunos seriam atendidos e qual o itinerário.

No fim de fevereiro último, o Correio denunciou que cerca de 10 mil alunos de educação integral, incluindo os com deficiência e os que moram na área rural, estavam sem transporte público escolar no DF. Na ocasião, 31 escolas de 12 coordenações regionais aguardavam o transporte. De acordo com José Raimundo Carvalho da Silva, a situação foi normalizada. “Os 106 ônibus estão nas ruas para atender ensino especial, educação integral, escola parque e outros. O governo ainda quer comprar mais 200 coletivos para ampliar o atendimento.”
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