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Começa imunização contra o HPV

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postado em 11/03/2014 14:00 / atualizado em 11/03/2014 12:32

No ano passado, 45 mil meninas foram imunizadas no DF (Monique Renne/CB/D.A Press) 
No ano passado, 45 mil meninas foram imunizadas no DF


Desde ontem, meninas com idade entre 9 e 13 anos devem ser vacinadas contra o papilomavírus, o HPV, principal causador de câncer de colo do útero. As garotas podem receber a primeira das três doses da imunização nas escolas públicas e particulares do Distrito Federal. Após cinco anos, é preciso tomar o reforço. O atendimento começou ontem e a meta é proteger 64.882 meninas, 80% do público-alvo da ação. Como são muitos postos de vacinação, a Secretaria de Saúde divulgará os balanços semanalmente.

A primeira dose deve ser ministrada até o fim de março. Em maio, começa a segunda etapa. A aplicação da última injeção será em setembro. Meninas que iniciaram, mas não concluíram o procedimento no ano passado, também podem receber as doses que faltam da vacina. Mesmo o público tendo menos de 18, não é necessário ter a autorização dos pais para receber o tratamento. Nesse caso, é preciso registrar a decisão por escrito e entregar em um dos postos de atendimento.

Eficácia
A restrição da oferta a meninas dessa faixa etária é uma estratégia para aumentar a proteção à população feminina. A vacina tem eficácia comprovada de quase 100% para mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual e, portanto, não tiveram nenhum contato com o vírus. De acordo com especialistas, os efeitos colaterais são mínimos, como dor no braço no dia da injeção.

 As doses utilizadas no Brasil, custeadas pelo Ministério da Saúde, protegem contra os quatro tipos mais recorrentes de HPV: 6, 11, 16 e 18. Os dois primeiros estão relacionados a 90% das verrugas genitais e, os dois últimos, a 70% dos casos de câncer de colo do útero. Na rede privada de saúde, cada dose da vacina custa, pelo menos, R$ 300. Só no Distrito Federal, 90 mulheres morrem, por ano, em decorrência do mal.

O uso do preservativo durante o ato sexual não protege totalmente da infecção pelo HPV, pois não cobre todas as áreas passíveis de contaminação. Na presença de infecção na vulva e na região peniana, o HPV poderá ser transmitido, mesmo com o uso da camisinha. O preservativo feminino, se usado desde o início do ato sexual, protege de forma mais eficaz. Para evitar o surgimento do câncer de colo do útero, é importante que as mulheres façam exames preventivos, como o papanicolau ou citopatológico.

Memória

Prevenção inovadora

No ano passado, o Governo do Distrito Federal iniciou a vacinação contra o HPV para meninas entre 11 e 13 anos e gastou R$ 13 milhões na compra de 160 mil doses. O DF foi a primeira unidade da Federação a oferecer a injeção. Cinquenta e cinco mil garotas foram imunizadas. A meta era vacinar 60 mil estudantes. A escolha da faixa etária se deu com base em estudos que apontam uma maior eficácia da aplicação da vacina antes do início da vida sexual das adolescentes, o que, no Distrito Federal, costuma ocorrer após os 15 anos.

Garotas de todas as cidades do DF, das redes pública e privada de ensino, participaram da ação. Samambaia foi a localidade com o maior número de estudantes vacinadas. Foram 5 mil meninas — cobertura de 96%.

 

 

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