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Falta de professores leva alunos à passeata

Associação de Pais e Alunos demonstra indignação com o problema nas escolas públicas

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postado em 18/03/2014 13:39 / atualizado em 18/03/2014 17:09

Ana Paula Lisboa

Ana Paula Lisboa/CB/D.A Press
Na manhã desta terça feira, cerca de 60 alunos do Centro Educacional Gisno participaram de uma passeata contra a falta de professores na escola. A manifestação foi organizada por alunos do grêmio do colégio. A falta de docentes de sete disciplinas prejudica os cerca de 750 alunos da instituição de ensino. O grupo caminhou pela W3 Norte, pelo Eixão, pelo Eixinho e pela L2 Norte, onde se dirigiriram à sede da Secretaria de Educação.

De acordo com o coordenador do Gisno, Sérgio Teixeira, a Regional de Ensino garantiu que vai solucionar o problema. "A falta de professores de química, de educação física e de história deve ser resolvida a partir de amanhã. Por enquanto, continuaremos sem professor de física, pois não há profissional disponível na regional. Um professor de física de outra regional deve ser transferido para cá, só não sabemos quando", disse. A ausência de professor de artes para o turno vespertino também é um problema não solucionado. "A professora de artes está de licença há muito tempo e nunca volta, e não há professor substituto", criticou a supervisora do colégio Maria Giordano. Ela questiona a demora da questão. "Agora, que os alunos fizeram um manifesto, a  Secretaria de Educação disse que vai resolver o problema. Mas por que não fizeram nada antes? Já estamos quase no meio do semestre...", lamenta.

Além do Centro Educacional Gisno, há outras escolas enfrentando o mesmo problema, como o Centro de Ensino Fundamental da 104 Norte, cujos alunos se juntaram à passeata do Gisno, e o Centro Educacional 4 do Guará, que também teve uma manifestação de alunos nesta manhã. A Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do DF (Aspa) divulgou nota de indignação com a situação de escolas públicas que estão sem professores suficientes. “Tudo dá para se relevar, mas para a falta de professores não existem explicações plausíveis”, diz o texto. A Aspa pede uma reunião com a Secretaria de Educação e com o Ministério Público para fazer um mapeamento de todas as escolas sem professores e ter um planejamento para resolver a questão.

Os afastamentos por licenças médicas são um grave problema, como indica o texto: “Somente no ano passado cerca de 11 mil professores estavam de licença médica, só no primeiro semestre. Esse ano, pelo visto, não será diferente”. A falta de convocação de professores já aprovados em concurso, a recusa de professores substitutos de cobrir licenças curtas e de irem para determinadas escolas, e o fato de cerca de 10% do quadro de professores ter sido cedido a outros órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) são algumas das críticas da Aspa.

A Associação quer pedir ao Ministério Público que os alunos não sejam dispansados na falta de professores. “A escola deverá providenciar um professor ou outras atividades devidamente supervisionadas até o final do horário letivo. Entendemos que a dispensa por falta de professores é ilegal e, além de prejudica-los, os expõe a riscos. Os pais contam com a escola durante um período do dia. Há casos que a falta de um professor implica a não ministração de outras disciplinas”, continua a nota da Aspa.

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