SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Manifestação na Esplanada reúne 2,5 mil estudantes

Na tarde desta quarta-feira, o grupo pretende entrar no Congresso Nacional para pressionar deputados e senadores

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 26/03/2014 11:35 / atualizado em 27/03/2014 11:25

Ana Paula Lisboa

Paula rafiza.CB/D.A Press
Na Esplanada dos Ministérios, cerca de 2,5 mil estudantes se reuniram na manhã desta quarta-feira (26/3) para cobrar a votação imediata do Plano Nacional de Educação, que destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação. Atualmente, o PNE tramita na Câmara dos Deputados. A manifestação foi organizada pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes). Por volta das 12h30, os alunos se dispersaram para almoçar, mas a previsão é que, às 14h, eles voltem a se manifestar. O grupo quer entrar no Congresso Nacional para pressionar senadores e deputados pela votação do PNE. Estudantes de escolas públicas do DF foram liberados das aulas para participar da manifestação. Amanhã, as aulas também estarão suspensas por conta de um ato do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), marcado para às 9h da manhã.

Aluna da 3ª série do ensino médio, Daiane Macedo, integrante da Ubes, veio de Goiânia a Brasília por causa do ato. “Queremos fazer uma blitz no congresso para cobrar a votação do PNE e outras reivindicações que são passe livro irrestrito reforma no currículo do ensino médio, com ensino técnico integrado ao ensino médio, 10% do PIB para educação, reforma política e desmilitarização da PM”, explica. Thalisson Júnior, 16 anos, aluno do CEM 804 do Recanto das Emas está indignado com a educação pública. “Como é que nossos pais pagam impostos certinho e a educação continua do jeito que está? As escolas estão muito ruins: não temos quadra, não temos professores, não temos auditórios...”

Integrante do grupo do Gama Revolução da Juventude, Caroline Moreira, 18 anos, avalia que a aprovação do PNE tem que ser imediata. “Nossas escolas estão sem professores e em péssias condições, mesmo com concursos para professores abertos. É preciso ter, no mínimo, 10% do PIB para a educação, e isso tem que ser urgente”. Iago Alves, 16, da 2ª série do ensino médio no CEM 6 de Ceilândia acredita que o governo precisa investir melhor o dinheiro público. “Os políticos preferem dar valor a coisas fúteis do que para a educação. Como é que tem dinheiro para fazer estádio para a Copa do Mundo e não tem dinheiro para professores e a educação?”, questiona.

Professores paralisam aulas amanhã para fazer manifestação

O Sindicato dos Professores do Distrito Federal convoca educadores, pais e alunos para um ato marcado para às 9h da próxima quinta-feira (27/3), na Praça do Buriti. O objetivo é sensibilizar o Governo do Distrito Federal para a valorização da escola pública. Entre as pautas de reivindicação estão a resolução dos problemas de falta de professores nas escolas e o cumprimento do plano de carreira dos professores. O sindicato espera que, pelo menos, mil pessoas compareçam. Segundo Cláudio Antunes Correia, diretor de imprensa do Sinpro, muitos alunos vão comparecer. “As aulas vão ser paralisadas e vários grêmios de alunos já confirmaram presença”, diz.

O ato será também o lançamento da campanha publicitária “Queremos escola pública de qualidade”. O tema também estará presente no quinto concurso de redações promovido pelo Sinpro para alunos de ensinos infantil, fundamental e médio, que será sobre o tema “A escola pública que eu quero”. O edital do concurso de desenho e de redação será lançado em 11/4. A premiação deve ocorrer no mês do professor.

Além do ato pela valorização do ensino público, o Sinpro dá continuidade às programações de aniversário do sindicato, que comemorou 35 anos em 14/3. Nesta quinta, às 19h, haverá uma sessão solene na Câmara Legislativa em homenagem às lutas do Sindicato dos Professores. Desde 18/3, a Câmara Legislativa recebe uma exposição de fotos sobre os 35 anos do Sinpro.
Tags:

publicidade

publicidade