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Mãe critica obras de cascata em escola

Segundo a Secretaria de Educação, recursos para a fonte foram doados

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postado em 04/04/2014 19:12 / atualizado em 07/04/2014 10:16

Ana Paula Lisboa

Arquivo pessoal
A construção de uma fonte ornamental no Centro de Ensino Fundamental 32 da Ceilândia (antiga Escola Classe 67) tem causado polêmica entre pais e a direção da escola. As obras começaram na última segunda-feira (31/3). Uma mãe que prefere não se identificar, por medo de retaliações contra sua filha no colégio, afirma que o problema é a construção de uma fonte numa escola que tem problemas sérios para resolver. “Nem os pais nem os professores foram consultados. Mesmo se for uma doação, não deveria aceitar sem consultar a comunidade. Tem aluno que não teve aula até hoje por falta de professor, a infraestrutura é ruim: há pixações nas salas de aula, o parquinho tem brinquedos quebrados e está cheio de lixo que vem com a chuva, o exterior da escola é cheio de lama e as crianças voltam para casa sujas, o estacionamento dos professores é precário… Às vezes, nem papel higiênico tem no banheiro”, reclama.

Outro problema é a falta de professor para a sala de recursos especiais que teria sido prometida. “Minha filha tem problemas de aprendizado e um professor chegou a ser enviado para a sala de recursos, mas, como a escola tem muitos problemas, não ficou lá. Estou na espera de outro, vivendo de promessas. Só não tirei ela da escola ainda porque ela ia ter problemas de socialização em outra escola”, diz. Segundo esta mãe, a escola expandiu sem ter condições. “Há dois anos era uma Escola Classe, agora oferece da educação infantil ao 9º ano, e não houve nenhuma melhoria na estrutura para receber mais alunos”. Um funcionário do CEF 32 que prefere também não se identificar afirmou que duas turmas estão sem aula desde o começo do ano por falta de professores.

Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press - 10/06/2011
Em contato telefônico com a escola na tarde desta sexta-feira (4/4), um funcionário do colégio informou que toda a equipe da direção e da coordenação não estava no local porque estaria em reunião na Regional de Ensino da Ceilândia. A Regional de Ensino, por sua vez, informou que esses profissionais não estiveram lá. Por telefone, o vice-diretor Raimundo Alves de Lima disse que todo o colégio, inclusive o parquinho, foi reformado em janeiro. “Se alguém está reclamando do parquinho e da estrutura, isso é inverdade. A escola também não teve nenhum custo com a instalação dessa fonte”, afirmou.

Por telefone, aos gritos, o diretor Ezequiel Dias Cruz afirmou que só daria entrevista pessoalmente. Afirmou, ainda, que não estava na escola na tarde de hoje porque estaria em período de férias. Segundo resposta da Secretaria de Educação enviada por e-mail, o que está sendo construído no colégio “é uma fonte de pequeno porte e está sendo feita através de material doado, e o serviço foi realizado por trabalho voluntário de pessoas da comunidade, não sendo utilizada verba pública”.
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