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Objetivo da questão sobre Valesca Popozuda é gerar polêmica, diz professor

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postado em 08/04/2014 12:02 / atualizado em 08/04/2014 12:33

Ana Paula Lisboa

O professor de filosofia do Centro de Ensino Médio 3 de Taguatinga Antônio Kubitschek afirmou que o foco da pergunta sobre a música da funkeira Valesca Popozuda era causar repercussão na imprensa. “O objetivo da questão era gerar polêmica na mídia mesmo. O conteúdo que estava sendo estudado era a formação de valores e a influência da mídia na formação desses valores”, afirmou o docente.

Kubitschek incluiu em provas aplicadas a estudantes dos 2º e 3º anos do ensino médio uma pergunta em que classifica a cantora como grande pensadora contemporânea. Imagens da prova circularam pelas redes sociais e geraram diversos comentários sobre o tema. Ele disse que imaginava que os alunos fossem compartilhar a prova na internet e que esperava a repercussão, só não imaginava que seria tão grande. “Muitas vezes, acontecem coisas positivas no colégio, como exposição de fotografia, e ninguém da imprensa nunca foi lá mostrar”, criticou.

Para o professor, Valesca Popozuda pode ser considerada uma pensadora, pois, ele afirma que, de acordo com a filosofia antiga francesa, qualquer indivíduo que forma um conceito pode ser considerado um filósofo ou pensador. "Nesse sentido, Valesca é uma pensadora e só gera tanta repercussão por ser mulher. Se fosse o Mister Catra, nao geraria tanta polêmica", opinou.

Quanto à reação dos alunos, Kubitschek disse que todos levaram na brincadeira e que a pergunta tinha relação com o conteúdo visto em sala de aula. Na letra A, por exemplo, que traz a alternativa "é tiro porrada e bomba", ele fez uma relação com as manifestações que ocorrem no país. Segundo ele, a questão não valeu nota na prova do 2º ano, pois o conteúdo não foi abordado com a turma, mas contou pontos na avaliação dos estudantes do terceiro ano. O professor disse ainda que o caso não causará problema com a Regional de Ensino ou com a Secretaria de Educação, que, de acordo com ele, entenderam a situação.

Jéssica Lima, 16 anos, aluna do 2º ano, defende o professor e acredita que a questão era mesmo uma brincadeira. Quando viu a pergunta na prova, ela diz que encarou com humor e deu risada, assim como o resto da turma. "Quem conhece o Kubitschek sabe que ele é um ótimo professor e quer apenas uma descontração, porque ele é muito ligado em atualidades", relata.

O estudante do 3º ano Ítalo Rodrigo Moreira, 16 anos, também achou engraçado essa questão cair na prova e não imaginava que teria essa repercussão. “Nao fiquei surpreso de ter essa questão na prova, até porque trabalhamos várias questões de ética e de valores”, afirma.

Reprodução/Internet


Repercussão
Nas redes sociais, Valesca Popozuda comentou o caso e disse achar tudo uma bobagem. "Eu acho uma bobagem isso tudo, talvez se ele tivesse colocado um trecho de qualquer música de MPB ou até mesmo de qualquer outro gênero musical que não fosse o FUNK talvez não tivesse gerado tal problema, sabia! Sim eu acredito nisso! E se a polêmica é apenas por ser uma música de funk? E se fosse MPB ou uma música americana que tanto é valorizada por nós? Será que daria a mesma polêmica?", questinou.
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