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Correio Braziliense

Saúde nas escolas ajuda no combate à repetência

Trabalho realizado por professores e alunos de Medicina analisa aspectos físicos e sociais de estudantes de escola do entorno

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postado em 09/04/2014 19:36

Agência UnB

Arquivo Pessoal/UnB Agência
Para ajudar a combater as causas da reprovação escolar no Brasil, pesquisadores da faculdade de Medicina da Universidade de Brasília decidiram ir a campo.
Em uma escola do Paranoá, balanças e macas foram montadas para que médicos e estudantes de Medicina examinassem os pequenos pacientes. A diferença é que além dos aspectos físicos de cada criança e adolescente, também foram examinados aspectos sociais, como histórico de uso de álcool e drogas e renda e escolaridade dos pais. Os dados estão reunidos no mesmo protocolo médico.

“Pesquisas com esse perfil são altamente gratificantes, pois permitem a abordagem dos problemas de saúde não apenas no contexto individual, mas também familiar e do grupo”, dizem as professoras da UnB, Lisiane Seguti Ferreira e Amélia Teixeira Trindade, da área de Medicina da Criança e do Adolescente.

O estudante de Medicina Raphael Bastianon, que também participa do projeto, concorda. “O estudo de temas comuns do ponto de vista médico e social é muito importante. A função do médico não deve se limitar ao reconhecimento e tratamento de doenças, mas principalmente à prevenção”, diz.

A pesquisa

em fase final – coletou dados clínicos e sociais referentes a dois grupos de alunos – repetentes e não repetentes.

Na primeira etapa, cerca de 70 estudantes que já haviam repetido de ano foram examinados. Os alunos tinham em média dez anos de idade e a maioria deles havia reprovado na terceira série do ensino fundamental.

Neste grupo, os pesquisadores identificaram problemas de saúde como anemia, hipertensão arterial, insuficiência renal e transtorno de déficit de atenção. Em termos sociais, a pesquisa mostrou que a maioria deles vem de família de baixa renda com pais separados que sofrem de alcoolismo.

Agora, as pesquisadoras estão coletando dados de alunos da mesma escola que nunca foram reprovados. “Estamos ansiosas para comparar os resultados”, dizem.

A pesquisa faz parte do Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde (Pró-Saúde) que busca, entre outros objetivos, a integração da UnB com o Sistema Único de Saúde no Distrito Federal.

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