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Escola integral em Brazlândia

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postado em 25/04/2014 14:00 / atualizado em 25/04/2014 12:25

Maryna Lacerda

Dênio Simões
Foi lançado, ontem, o projeto Cidade Escola Candanga, que prevê a instalação do ensino integral em todas as escolas do DF. A primeira região administrativa a receber o programa foi Brazlândia, onde 23 das 29 instituições de ensino têm programação além do conteúdo regular. No período vespertino, os estudantes têm aulas de iniciação musical, recreação, dança, língua estrangeira, esportes entre outros. A carga horária total chega a até 10 horas de atividades nos centros de ensino. Além disso, são oferecidas cinco refeições por dia, de segunda a sexta-feira.

O proposta está em funcionamento, em Brazlândia, desde 1º de abril. A escolha da cidade como piloto se deu pelo fato de ela ser a mais antiga do DF e a população não se deslocar para o Plano Piloto ou outras cidades para trabalhar, de acordo com o secretário de Educação, Marcelo Aguiar. “Esta é a cidade mais antiga e tradicional do DF. Além disso, tem o núcleo urbano consolidado com a maioria dos professores moradores desta cidade, sem pressão do Entorno e preparada para receber essa ação”, afirmou.

 Assim, a vivência entre comunidade e ambiente educacional pode se intensificar e participar da discussão sobre os caminhos do Cidade Escola Candanga, na avaliação do governador Agnelo Queiroz. “Só tem uma escola integral se ela passa a ser o centro da cidade. Brazlândia abraça a escola e a escola abraça a cidade”, definiu. O investimento total, contando as unidades de ensino integral instaladas e as que entraram para a rede agora, é de R$ 6 milhões. A expectativa é de que, na cidade, 12,5 mil crianças se matriculem na modalidade.

Adaptações
As inscrições estão sendo feitas gradativamente, segundo o coordenador de Educação Integral do Centro de Ensino Fundamental 1, Wederson Sousa. “O ensino integral ainda não é obrigatório, a maioria dos alunos está entrando agora. Estamos na terceira semana de atividades e a resposta tem sido muito boa. A primeira semana foi para a adaptação dos meninos ao sistema”, avaliou. Sousa conta que, até agora, há 280 participantes. “Aos poucos os pais ficam sabendo da possibilidade e avaliam se os filhos se adaptam”, continua.

Uma questão que precisa de adequação é a do espaço físico. “Estamos com certa dificuldade de espaço físico. Alugamos tendas para ministrarmos as aulas. A escola ainda não comporta a adesão de todos”, diz Sousa. Aos que estão inscritos, a iniciativa permite que aproveitem o tempo com produtividade. “É um tempo que a gente não fica na rua, com a mente vazia. Cabeça desocupada faz a gente pensar em coisa errada”, conta o estudante do 7º ano D, David Kevin Marques dos Santos, 12 anos.
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