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Festival de xadrez reúne 950 estudantes

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postado em 15/05/2014 10:40 / atualizado em 15/05/2014 10:42

Guilherme Pera

Carlos Moura

Tales Pessoa tem 7 anos, aprendeu a jogar xadrez há três meses e já ganhou um torneio. Em fevereiro, o menino viu, na escola onde estuda, na Asa Norte, os cartazes com chamados aos enxadristas mirins. Avisou ao pai, o empresário Helder Pessoa, 44, que o ensinou a modalidade. Em abril, venceu 23 competidores no torneio sub-7, na unidade de Taguatinga do colégio, e saiu com 100% de aproveitamento na primeira competição da vida.

“Ele ficou animado, pois todos os participantes ganhariam troféus. Não foi com esperança de ganhar”, explica Helder. Agora, o desafio é maior. A Secretaria de Educação do DF (SEDF) promove neste sábado, das 8h30 às 18h, a primeira edição do Festival Interescolar de Xadrez para alunos de escolas públicas e privadas do Distrito Federal. A meta eram 600 inscritos, mas participarão 950, divididos em cinco categorias: sub-7, sub-9, sub-11, sub-14 e sub-18. (veja Programação).

Para sábado, a SEDF adquiriu 12 mil kits de xadrez no Ministério dos Esportes e distribuirá troféus a todos os participantes. Os vencedores receberão mais um. Tímido, Tales não arrisca um palpite muito otimista. “Não acho que vou vencer, tem muita gente”, diz, com a voz quase sumindo.

O coordenador do projeto Xadrez nas Escolas, Sólon Pereira, comemora o interesse de pais e alunos e afirma que, além da competitividade, os garotos aprendem os valores da modalidade, como o cumprimento antes e após as partidas, e um maior nível de concentração e disciplina. “Digo sempre que é o aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser”, afirma. “O xadrez ajuda na convivência, é uma atividade lúdica e um instrumento pedagógico importante”, explica.

Helder já nota mudanças no comportamento de Tales. “Ele nasceu como eu, pouco eloquente, com a voz para dentro”, afirma. “Quando ele vem ao Clube do Xadrez, vejo que socializa com os colegas, puxa papo e presta atenção a tudo”, continua. O pai diz, ainda, que o garoto mescla o xadrez com natação e futebol. “Ele nada e joga bola às segundas e quartas, e o xadrez às quartas e sextas. Na segunda-feira, já pergunta quanto tempo falta para o xadrez”, diz.

Responsável pelo ensino de Tales e de outros garotos, o professor Fábio Campos dá aulas de xadrez há cinco anos, dois no atual colégio, e se anima com o torneio que vem por aí. “São quase mil pessoas. É gente demais. Bonito ver o xadrez atraindo tanta gente”, comemora, antes de citar a inexistência de barreiras de idade na modalidade. “Em jogos da Federação, garoto de 12 anos vence gente de 30, é legal demais”, conta o educador. O pai de Tales confirma: “Em abril, o Tales começou a me vencer”.

Dentro e fora da sala

No colégio de Tales, o xadrez é praticado em três frentes: pedagógica, recreativa e profissional. A primeira é a parte dentro da sala de aula, onde se aprendem os valores e a teoria; a segunda são as partidas nos períodos de intervalo — a escola dispõe de mesas fora de sala; e a última é o clube, em aulas extracurriculares para estudantes interessados no assunto.

Programação

Festival Interescolar de Xadrez.

Onde: Colégio Leonardo da Vinci
(914 Norte)

Horário: das 8h30 às 18h.

» As categorias sub-7, sub-9 e sub-18 jogam das 8h30 às 12h30, enquanto os garotos da sub-11 e da sub-14, das 14h às 18h.

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