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Projeto sobre Copa motiva os alunos em escola de Tocantins

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postado em 01/07/2014 16:05

Portal MEC

O projeto Copa do Nosso Mundo foi muito bem recebido pelos alunos do terceiro ano do ensino fundamental do Colégio Estadual Dom Alano Marie Du Noday, em Palmas, Tocantins. A constatação é da professora Dionita Araújo Amorim, responsável pelo desenvolvimento do trabalho, em parceria com a coordenadora do laboratório de informática, Tereza Gorete, e com a coordenadora de projetos e programas, Fabrícia Neli Johann Martins. O projeto teve início em abril último.

“Empolgados, os alunos não querem faltar às aulas”, revela Dionita. Durante as atividades escolares, eles competem como se estivessem participando de uma competição escolar. “Não inserimos iniciativas extras ou artificializadas, apenas direcionamos a metodologia para atender conteúdos já previstos para uma ação criativa e lúdica”, explica. “Dessa forma, o projeto não é algo a mais para fazer, mas uma forma diferente de fazer.”

De acordo com a professora, todas as atividades são vistas como competições. Os alunos, em equipes (seleções) realizam as ações e ganham pontos (gols). Eles mostram estar motivados, curiosos e interessados. “Até mesmo alguns conteúdos que poderiam ser considerados ‘chatos’ passaram a ser vistos, com o projeto, como divertidos”, destaca.

Leitura de textos e poemas, formação de palavras, montagem de desafios matemáticos, pesquisas na internet sobre temas como a história da Copa do Mundo e as seleções participantes são algumas das atividades realizadas. Há também entrevistas, atividades esportivas e de recreação e a confecção de um minidicionário temático.

De acordo com Dionita, no decorrer das ações, os “jogadores-alunos” têm demonstrado uma aprendizagem mais colaborativa. Um ajuda o outro, com incentivos para que a “seleção” marque o “gol”. “Alguns alunos, que tinham tendência a deixar as atividades inacabadas ou realizadas de forma rotineira, agora querem fazer melhor. Com isso, o rendimento das atividades aumentou”, observa a professora. Formada em pedagogia, ela está no magistério há mais de 21 anos.

No fim das competições, será realizada uma festa para premiar a equipe vencedora, os melhores “atletas”, o “jogador” mais dedicado. Será montada, então, uma exposição para apresentar aos pais e à comunidade os registros das atividades realizadas.

Valorização
“Ao idealizarmos o projeto, pensamos em algo que tivesse a Copa do Mundo como inspiração, mas que valorizasse também a realidade do aluno e as atividades escolares”, salienta Fabrícia Neli. “Por isso, a palavra ‘nosso’, para mostrar que houve uma apropriação do tema com foco na realidade.”

De acordo com Fabrícia, houve também a preocupação em provocar o pensar sobre o mundo, sobre a vida e as pessoas. Ela é pós-graduada em gestão pública e atua no magistério há 20 anos.

O Colégio Estadual Dom Alano, com 1.040 alunos, matriculados no ensino fundamental e no médio, desenvolve também o projeto Copa Dom Mundo, realizado em todas as turmas, de forma interdisciplinar. O trabalho envolve todas as áreas do conhecimento.

“Os principais resultados alcançados pelos projetos são o envolvimento dos alunos e dos professores”, diz a diretora da escola, Amanda Emiliene Arruda Azevedo. Outro fator importante, segundo ela, é o estímulo à produção individual e coletiva. “Isso torna o aluno mais participativo, crítico e, principalmente, protagonista no processo de ensino”, avalia.

Pedagoga com experiência também em docência e em coordenação pedagógica, a diretora acredita que os projetos devem considerar a faixa etária e o interesse dos estudantes, de forma a criar ações adequadas e a respeitar os alunos como autores de sua aprendizagem. “É importante que os projetos tenham a cara do aluno.”
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