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Campeãs brasilienses

Time feminino de vôlei da Escola Franciscana Nossa Senhora de Fátima comemora a conquista de campeonato mundial realizado na Áustria

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postado em 16/07/2014 11:20

Isa Stacciarini

Com atletas de até 17 anos, a equipe já participou de 12 jogos escolares (Ed Alves/CB/D.A Press) 
Com atletas de até 17 anos, a equipe já participou de 12 jogos escolares


Na chegada a Brasília, a animação tomou conta das jovens: sonho conquistado (Ed Alves/CB/D.A Press) 
Na chegada a Brasília, a animação tomou conta das jovens: sonho conquistado


A medalha de ouro conquistada na Áustria durante competição no início do mês chegou em ritmo de festa, aplausos e faixas. Atletas das modalidades vôlei feminino, fustal masculino e natação foram campeões nos Jogos Mundiais das Escolas Católicas, realizados entre 9 a 14 de julho em Viena. Na manhã de ontem, uniformizados de verde e amarelo, os adolescentes desembarcaram em Brasília para a alegria de familiares e amigos.

Na mala, as meninas do vôlei trouxeram o troféu de campeãs da competição organizada pela Federação Internacional de Esportes que reúne jovens de até 17 anos. O time é formado por atletas da Escola Franciscana Nossa Senhora de Fátima. Elas disputaram quatro jogos em Viena e, na última partida, depois de vencerem a Bélgica pelo placar apertado de 3 sets a 2, garantiram o título. Há dois anos, o time comandado pelo técnico Fernando Augusto dos Santos ficou em terceiro lugar no mesmo torneio que, em 2012, aconteceu na Ilha de Malta. A medalha de bronze motivou as meninas que sonhavam em alçar voos mais altos.

O time participou de 12 olimpíadas escolares e, ao longo dessa trajetória, as jogadoras conquistaram medalhas de ouro, prata e bronze. Mas, nos últimos meses, o campeonato mundial na Áustria se tornou o foco das atletas. O técnico destaca que o condicionamento específico para o torneio começou no início do ano. Fernando assumiu o projeto de vôlei na escola em 2005 e, em nove anos de trabalho, esta foi a primeira conquista do primeiro lugar em uma competição internacional. “As meninas treinaram pesado e arrecadaram verbas para a viagem. Recebemos ajuda de empresários, pais, familiares e amigos. O reconhecimento é conquistado a cada dia, mas a vitória na Áustria motivou as atletas que voltaram com mais força para continuar o bom trabalho”, ressalta.

Honra

A capitã do time, Olga Luísa Bezerra, 16 anos, aponta que a conquista foi realizada com muito esforço. A aluna do 2º ano do ensino médio integra a equipe de atletas há dois anos e, desde então, treinava para participar de um campeonato internacional. “Esperei muito por isso, e o resultado é uma honra para todos. Ainda não tenho palavras para definir o sentimento da
vitória na Áustria. Vencemos a Bélgica, que é um time muito forte, de atletas altas. No primeiro jogo contra elas, ganhamos de 2 x 0, mas, na final, o placar foi apertado e levamos a medalha de ouro por 3 x 2”, explica.

A jogadora Gabrielle Vitória Souza, 16 anos, mudou de escola para participar do torneio mundial. Para ela, a conquista é muito mais do que um título esportivo. “Eu me matriculei na Escola Franciscana Nossa Senhora de Fátima com o objetivo de disputar esse campeonato. Junto das outras meninas, conseguimos um título mundial. É um presente e tanto para nós, assim como para nossos pais e amigos que torceram e vibraram conosco”, afirma. Kamila dos Santos, 15 anos, é a mais nova do time. Apesar da pouca idade, ela treina pesado desde 2011. A garota já participou de quatro olimpíadas
escolares, mas classifica o torneio mundial como “a primeira grande vitória”. “O que eu vivi na Áustria foi um momento muito diferente, fora da realidade. Voltar para casa vencedora é ainda mais gratificante”, aponta.

No aeroporto, pais e familiares esperavam o desembarque das atletas orgulhosos. Mariza Carvalho, 36 anos, segurava emocionada uma das faixas de apoio à equipe de vôlei. Mãe da jogadora Rafaella Medina, 16, Mariza elogiou o desempenho do time. “Essas meninas representaram muito bem o Brasil. Ainda estou em êxtase e, no caso da minha filha, foi ela que conquistou essa viagem com batalha e treinos pesados. O vôlei é a paixão da vida dela, que deixa de comer, sair e até estudar para se empenhar exclusivamente no esporte”, conta.

Salto

O presidente da Federação Regional do Desporto Escolar do DF e Entorno, Marcelo Ottoline, explica que os atletas participantes do mundial integram as equipes que disputam competições oficiais da Confederação Brasileira do Desporto Escolar. No torneio na Áustria, participaram atletas do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Minas Gerais e da Paraíba, além do Distrito Federal. “O DF estar em uma competição internacional com três equipes significa um salto qualitativo impressionante. Esses atletas são a base dos esportes olímpicos. Daqui a alguns anos, eles podem ocupar vagas nas seleções. São jogadores que, desde cedo, vivenciam o esporte e, por isso, aprendem a diluir a ansiedade e o nervosismo”, avalia.

 

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