Alunos do Repórter Mirim veem de perto como a notícia é produzida

Jovens de 12 a 17 anos do Centro Olímpico e Paralímpico de Riacho Fundo I visitam a sede dos Diários Associados e se encantam com os bastidores dos veículos de comunicação do grupo

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Marcos Sousa/FAC
Uma garotada de olhos atentos e caderninhos na mão visitou na tarde de ontem a sede dos Diários Associados no Distrito Federal. A turma ficou o tempo todo com as anteninhas ligadas no trabalho que os profissionais do Correio Braziliense, Clube FM e TV Brasília executam para levar informação e entretenimento ao público.

Essa viagem pelo universo do jornalismo faz parte do curso Repórter Mirim, uma ação de qualificação social do Projeto Esporte e Cidadania, realizado pela Fundação Assis Chateaubriand em quatro Centros Olímpicos e Paralímpicos do Distrito Federal.

O curso já formou 70 jovens repórteres na primeira etapa, promovida em Ceilândia e Samambaia. Depois de produzir um jornal de oito páginas com textos e fotos de autoria própria, a partir de pautas sugeridas durante as aulas, hoje são eles que fazem as coberturas dos eventos que acontecem nos centros e dos campeonatos esportivos que participam.

“Gostei muito de conhecer tudo aqui, mas fiquei mais impressionada com a forma como é feito o jornal, nunca imaginava que fosse daquele jeito, as máquinas enormes, a tecnologia toda”, comentou empolgada Laura Ribas, de 12 anos. “Quando crescer quero ser jornalista e vou trabalhar aqui”, finalizou cheia de expectativa.

“Esse estúdio é legal demais, sempre imaginei que fosse algo diferente do que estou vendo”, disparou José Luckas, de 14 anos, logo que o grupo chegou às instalações da TV Brasília. “Quero tirar uma foto atrás da bancada do apresentador, lá em casa sempre assistem ao programa, nem vão acreditar”, divertiu-se. Maria Júlia Mendonça, apresentadora do telejornal da noite, esbanjou simpatia com a galerinha quando explicou a dinâmica do programa, mostrando a tela que exibe o texto das notícias (teleprompter) e o lugar no estúdio onde se posiciona para gravar. Depois, animados, todo mundo fez fila pra pegar um autógrafo e tirar foto.

O objetivo do curso é mostrar aos jovens o poder que a comunicação tem para transformar a vida deles, do lugar onde vivem e do futuro que os aguarda, com base em reflexões sobre comunicação comunitária, participativa e propositiva. “O Repórter Mirim é muito mais do que mostrar técnicas de redação e fotografia para essas crianças ou iniciá-las nos princípios de uma profissão. Queremos que sejam cidadãos críticos e conscientes, com habilidades para se expressarem plenamente”, explica Mariana Borges, superintendente executiva da Fundação Assis Chateaubriand.

Marcos Sousa/FAC
“É muito importante o que essas crianças estão vendo aqui hoje, como funciona um jornal, uma TV, uma rádio. É uma oportunidade ótima para o desenvolvimento deles e para o entendimento prático do curso”, observou Madeline Esther Gomes, pedagoga do centro de Riacho Fundo I que acompanhou os meninos durante a visita.

Ao todo, 106 alunos concorreram às vagas oferecidas nesta segunda etapa do Repórter Mirim. Eles participaram de um concurso de redação com o tema A importância do Centro Olímpico e Paralímpico na minha vida. Desde o último dia 9 de agosto, os autores dos melhores textos participam das aulas que acontecem aos sábados. Assim como as primeiras turmas, ao final do curso produzirão um jornal com conteúdo sugerido por eles e receberão uma máquina fotográfica digital para continuarem praticando. Nesta quinta-feira, 21/8, será a vez dos jovens jornalistas do centro de São Sebastião embarcarem em experiência semelhante e verem de perto como a notícia é produzida e as diversas formas como são distribuídas ao público.