Esporte na escola

Competição leva estudantes de Roraima a conhecer a Venezuela

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 26/08/2014 10:24

Portal MEC

Praticante apaixonado de vôlei desde a realização das Olimpíadas de Barcelona, em 1992, quando tinha 11 anos de idade, o professor de educação física Izerbledison Franco de Souza é um defensor da prática de esportes pelos estudantes. “O esporte proporciona algo prazeroso e saudável dentro do âmbito escolar”, justifica. Ele desenvolve com os alunos as modalidades de vôlei de quadra e de praia.

Souza revela que as aulas de educação física, torneios e jogos internos são atividades cotidianas na Escola Estadual Ana Libória, em Boa Vista, Roraima. “A escola proporciona e estimula a participação dos alunos em diferentes modalidades”, diz. Segundo ele, além de proporcionar benefícios à saúde e melhoria na qualidade de vida, a prática desportiva contribui para despertar o prazer dos alunos em representar as turmas ou escolas em competições.

“O esporte ajuda no desenvolvimento físico e intelectual do estudante”, destaca a diretora da escola, Lucenir Lucena. “As práticas desportivas ajudam no controle de peso, melhoram o sistema circulatório e a resistência física, além de trabalhar a coordenação motora do estudante”, enfatiza.

De acordo com a diretora, a participação em competições e em outros eventos esportivos é importante na educação, por desenvolver valores como ganhar e perder, estimular a interação, ampliar a visão de mundo e contribuir para a retirada dos jovens de situações de risco, como o consumo de drogas e álcool.

Encontro — Em julho de 2013, os alunos participaram da primeira edição do Encontro Internacional de Voleibol, na cidade de Upata, Venezuela, e conquistaram o primeiro lugar. “Foi uma ideia ousada e inovadora”, analisa Souza.

Arrecadar o dinheiro necessário para os gastos com transporte, hospedagem e alimentação durante a viagem exigiu várias ações, como vendas de rifas. Este ano, a segunda edição do torneio foi ampliada e disputada em duas sedes — além de Upata, onde a equipe da escola Ana Libória foi novamente campeã, a Isla de Margarita. Lá, os estudantes brasileiros foram vice-campeões.

“A repercussão, para a escola, foi extremamente positiva”, ressalta a diretora, que está no magistério há 25 anos. Ela reconhece que tais eventos proporcionam ganho cultural para os alunos e colaboram para a formação de novos círculos de amizade, que serão concretizados ao longo da vida dos estudantes. Lucenir tem graduação em pedagogia e em biologia e pós-graduação em gestão e administração escolar.

Souza espera que os alunos aprendam e sigam, a vida inteira, os exemplos e as lições do esporte. “Nossa equipe é sempre muito elogiada pelo comportamento dentro e fora das quadras”, revela o professor, que está há 14 anos no magistério.
Tags: