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Educação tecnológica

Quebra-cabeça ajuda a tornar conteúdo mais concreto

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postado em 04/11/2014 12:14 / atualizado em 04/11/2014 12:15

Portal MEC

Ao perceber que seus alunos tinham dificuldade para compreender os componentes da estrutura de uma célula, por mais que explicasse, o professor Antonio dos Santos Júnior constatou que seria necessário tornar esse conteúdo mais concreto. “Usei aulas práticas, vídeos, imagens, sem resultado. Eles não conseguiam visualizar”, relata.

Segundo Antonio, que leciona biologia em todos os cursos técnicos oferecidos pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (Ifro), campus Porto Velho Calama, até mesmo o recurso de confeccionar maquetes, geralmente utilizado por professores, era problemático nesse caso, devido à impossibilidade de representar o citoesqueleto. “Os alunos não conseguiam entender e achavam que os componentes ficavam boiando dentro da célula”, diz. Foi então que pensou em criar um quebra-cabeça, a partir do desenho de uma célula.

O professor levou o primeiro protótipo do projeto Quebra-cabeça didático de uma célula, suas organelas e seu citoesqueleto para a exposição da 11ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, realizada de 13 a 19 de outubro, no Pavilhão de Eventos do Parque da Cidade Sara Kubitschek, em Brasília. A peça, colorida, atraiu bastante atenção no estande do Ministério da Educação.

O protótipo foi desenvolvido com a colaboração de alunos de Antonio, que para isso utilizaram o software AutoCAD, bastante usado para a elaboração de peças de desenho técnico em duas dimensões e criação de modelos tridimensionais. “Após a impressão em 3D, foi feita a montagem e o aparafusamento das peças. Assim, eles nunca mais vão esquecer os componentes de uma célula”, ressalta o professor.

De acordo com Wellisson Oliveira, estudante do terceiro ano do curso de eletrotécnica, ele e seu colega Rafael Pissinati ajudaram a fazer o protótipo. “Sempre gostei de desmontar coisas, a fim de tentar entender seu funcionamento”, explica o jovem, que acompanhou o professor durante a realização da SNCT.

O estudante destaca que sempre gostou das aulas de biologia e esse projeto foi o segundo em que trabalhou com o professor Antonio. “Na primeira vez, o assunto foi uma pesquisa sobre as árvores de Rondônia – Porto Velho precisa ser mais arborizada”, conclui.

O quebra-cabeça já foi patenteado por Antonio. Agora ele procura uma empresa interessada em produzir e vender esse produto para escolas, bem como alunos e professores que queiram testar o material.

Biólogo com doutorado em ecologia, Antonio leciona desde 2010. Sua experiência no magistério começou na Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). Atualmente, além de dar aulas nos cursos técnicos em edificações, informática, eletrotécnica e em química, também é professor nos cursos de pós-graduação em gestão ambiental e educação profissional, científica e tecnológica oferecidos pelo Instituto Federal de Rondônia.

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