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É bom se adiantar nas compras

Especialista diz que, se for possível, pais devem pesquisar o mais rápido possível os preços do material escolar - também para fugir da confusão em dezembro e janeiro. Comprar em conjunto também é interessante para conseguir valores mais baixos

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postado em 10/11/2014 12:22

Thiago Soares

 

Sindicato da área diz que mais de 400 temporários serão empregados    (Edílson Rodrigues/CB/D.A Press - 27/1/11) 
Sindicato da área diz que mais de 400 temporários serão empregados



A maioria das escolas particulares abriu o período de matrículas e colocou à disposição dos pais e dos alunos a lista completa de materiais escolares para o próximo ano letivo. A quatro meses do início das aulas, os responsáveis já podem iniciar a pesquisa de preços e das condições de pagamento nas papelarias. Um especialista ouvido pela reportagem considera que este é o melhor momento para ir às compras. Além de garantir produtos com preços baixos, os consumidores ainda evitam o tumulto nas lojas, comum nos meses de dezembro e janeiro, quando o movimento no comércio especializado é muito grande.

Rafaela Torres, 38 anos, é uma das mães que antecipam o período de compras. Além de adquirir os materiais escolares de Júlia, 8, e Pedro, 4, ela ainda incentivou 60 pais de alunos de um colégio da Asa Sul a comprar em conjunto os produtos. A pesquisa de preços começou ainda em outubro. A consulta foi feita em diversas papelarias não só do Plano Piloto, mas também em Taguatinga e Ceilândia. Formada em economia, Rafaela aprendeu cedo que os preços são melhores fora da época convencional para esse tipo de comércio. “Desde que a minha filha começou a estudar, tenho o hábito de adquirir os produtos bem antes do início das aulas. Os preços são mais em conta. Tem escola também que oferece a opção de comprar o material por lá, mas sempre preferi ir às pesquisas. Percebo uma grande economia no bolso”, contou.

Rafaela Torres, mãe de Júlia e Pedro, rondou papelarias no Plano, em Taguatinga e Ceilândia em outubro   (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press ) 
Rafaela Torres, mãe de Júlia e Pedro, rondou papelarias no Plano, em Taguatinga e Ceilândia em outubro

Orçamento
Os gastos com materiais escolares deve sempre ser previsto dentro do orçamento familiar, segundo o educador financeiro Reinaldo Lemos. Para ele, o mês atual é ideal para ir em busca de menores preços nos comércios especializados. “Tudo o que é adquirido fora da época em que todos estão procurando vem com um valor melhor para o consumidor. Quando poucas pessoas buscam, o preço não sobe. O pai tem a oportunidade de pagar de 20% a 50% menos nos produtos”, explica. Apesar do desconto, o especialista alerta que, antes de ir às compras, é necessário que o consumidor faça um diagnóstico em casa. “É preciso verificar se existem materiais que não foram utilizados pelo aluno no ano anterior. Isso evita que o pai e a mãe comprem um novo produto, sem a necessidade. Já é uma economia para o bolso”, aponta.

A Associação de Pais e Alunos do Distrito Federal (Aspa-DF) considera que os responsáveis devem analisar na lista aquilo que é de uso coletivo ou individual. “Estamos com problemas relacionados à norma de material coletivo. Muitas escolas não cumpriram para este ano letivo. Os pais devem ficar atentos e identificar eventuais abusos nas listas e cortar tudo aquilo que não for de uso exclusivo e restrito ao processo didático-pedagógico que tenha por finalidade o uso do aluno”, analisa Luís Claudio Megiorin, presidente da Aspa-DF.


Mercado
A auxiliar administrativa Jeane Rodrigues, 31 anos, ainda nem pensa em ir às compras para adquirir o material escolar do filho Luís Felipe, 4. Ela prefere esperar a liberação da lista oficial da escola. “Eu prefiro ter a lista completa. Pela vida corrida que tenho, acabo deixando para última hora para comprar tudo num único lugar”, comenta. Luciana Coutinho, 37, espera o pagamento do 13º salário para adquirir os itens para o filha Valentina, 3. “Eu sei que agora é uma época boa para comprar, mas ainda não tive tempo para fazer isso”, afirma a professora.

Segundo José Aparecido Freire, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório, Papelaria e Livraria do DF (Sindipel), em virtude da liberação de listas nas escolas particulares, alguns pais já começaram a procurar os produtos. Mas a grande procura, segundo ele, se inicia no fim de dezembro e vai até o começo de fevereiro. “Eles deixam as listas nas lojas para fazer o orçamento, mas o grande movimento é mais para a frente”, pontua.

Em todo o DF, são 703 pontos de vendas. A categoria espera manter os índices das vendas do período entre o fim de 2013 e início de 2014. “O setor sofreu muito este ano. Tivemos quedas durante a Copa do Mundo e nas eleições. Com isso, algumas papelarias fecharam. O mercado está retraído. Mas vamos trabalhar para manter o índice do período anterior”, comenta. De acordo com Freire, com a procura dos pais a partir de dezembro, mais de 400 empregos temporários devem ser gerados no comércio.

 

 

 

 (Ed Alves/CB/D.A Press - 19/3/12) 

 

Os pais devem ficar atentos, identificar eventuais abusos nas listas e cortar tudo
aquilo que não for de uso exclusivo e restrito ao processo didático pedagógico
que tenha por finalidade o uso do aluno”
Luís Claudio Megiorin, presidente da Associação de Pais e Alunos do Distrito Federal

 

Diga não!
Confira alguns itens que
as escolas não podem pedir nas listas de material


» Álcool hidrogenado
» Álcool gel
» Esponja para pratos
» Tinta para impressora
» Clips
» Giz branco e colorido
» Grampeador e grampos
» Lenços descartáveis
» Medicamentos ou material
de primeiros socorros
» Material de limpeza
» Papel higiênico
» Papel convite, ofício colorido, ofício (230 x 330), para impressora, para copiadoras, de enrolar balas e para flipchart
» Pregador de roupas
» Plástico para classificador
» Copos, pratos e talheres descartáveis

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