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Autores vencedores recebem prêmios e livro com seus textos

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postado em 19/12/2014 16:43 / atualizado em 19/12/2014 16:16

Portal MEC

O velho Chico, o assentamento Oito de Abril, a poeira e a chuva, a casa da loucura são temas da produção literária de estudantes vencedores da quarta edição da Olimpíada de Língua Portuguesa, que integram a coletânea de 152 textos finalistas. Com edição exclusiva e limitada, a coletânea foi a surpresa que os promotores do evento reservaram aos alunos que vieram a Brasília para receber os prêmios, na quarta-feira, 17.

Verônica Manevy/Divulgação
Na apresentação de Textos Finalistas, edição 2014, o Ministério da Educação e os parceiros da olimpíada parabenizam os novos escritores e agradecem o apoio dos professores que ajudaram os estudantes a descobrir o poder da palavra escrita. A obra, com 287 páginas, traz os textos dos 38 finalistas de cada gênero – poesias, memórias literárias, crônicas e artigos de opinião – criados por alunos do quinto ao nono ano do ensino fundamental e dos três anos do ensino médio das redes públicas.

Lá vem... lá vem é o título do poema de Jullyo Cesar Ferreira da Silva, de Petrolina (PE), que conta como o rio São Francisco aparece na paisagem da cidade e como suas águas influem na vida das pessoas e da economia regional. Não só isso, o velho Chico é poesia. Esse poema está na página 48 da coletânea.

Um segredo revelado é o relato de Valdirene Prestes Santos, de Jardim Alegre (PR), premiada no gênero memórias literárias. Valdirene relata a saga da ocupação de uma área rural no interior do Paraná, hoje o assentamento Oito de Abril. A estudante entrevistou a trabalhadora rural Elena Vieira, de 56 anos, que conta como foi sua trajetória na conquista do pedaço de terra, no período de 1997 a 2014. O texto está na página 80 do livro da olimpíada.

O mundo de uma cor só é o texto de Isabella Kétlin Silva Barros, de Alta Floresta (RO), vencedora do gênero crônica. Isabella diz que a vida vista da sua janela não é poética, porque o ‘poeirão’ da rua domina a paisagem por meses. “Como uma engolidora das cores, ela vem como uma nuvem e cobre as flores, as folhas, os telhados...”. Mas a chegada da chuva muda o humor da estudante, que escreve “é indescritivelmente esplêndido o cheiro da chuva molhando e lavando o chão...”. A crônica está na página 172 da coletânea.

Passado que não passou é o texto de Gabriel Schincariol Cavalcante, de Barbacena (MG), premiado em artigo de opinião. “Virou museu, livro, festival. Só não virou passado.” É assim que o estudante conta um capítulo da história de Barbacena, que foi abrigo de vários hospitais psiquiátricos, e da indiferença humana com os classificados como loucos e indigentes. “Morriam numa época em que ser triste era ser louco.” Depois, o estudante também olha a cidade hoje e escreve: “tem rosas, um povo acolhedor, é uma cidade de subidas intermináveis”. O artigo de Gabriel está na página 276 do livro de textos da olimpíada.

O tema anual da Olimpíada de Língua Portuguesa é O lugar onde vivo. O objetivo do Ministério da Educação é estimular os estudantes a escrever sobre fatos, histórias, vivências, belezas, problemas que eles observam. Em 2014, a olimpíada mobilizou 5,1 milhões de estudantes em 46.902 escolas públicas da educação básica. Desse conjunto de alunos, 152 chegaram à etapa final, dos quais 20 foram premiados com medalha, notebook e impressora.

A coletânea de textos pode ser lida no portal da Olimpíada de Língua Portuguesa.

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