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100 mil voltam hoje às aulas

Pouco mais de 50% dos estudantes dos ensinos fundamental e médio de escolas particulares retornam às salas nesta segunda-feira. A retomada dos estudos será gradativa. Há escolas que abrirão amanhã, outras na quarta-feira ou na semana que vem

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postado em 26/01/2015 10:15 / atualizado em 26/01/2015 13:14

Manoela Alcântara

Minervino Junior
O planejamento começou no ano passado. Troca de uniforme, mochila da moda, caneta, compra de livros e apostilas. Tudo para iniciar o ano letivo. Depois das férias, o retorno à escola não envolve somente a ansiedade de encontrar os colegas e de saber quais serão os próximos professores. É tempo de mudança. Toda fase avançada gera também uma expectativa, tanto no aumento no número de matérias quanto na cobrança de um desempenho cada vez melhor para alcançar o sucesso. Hoje, cerca de 100 mil estudantes dos ensinos fundamental e médio de colégios privados do DF darão início às aulas.

Muitos deles com desafios como encarar a vida adulta após a última fase da educação básica. Outros terão a tarefa de se acostumar com currículo e rotina diferentes. Ana Luísa Ayres Delduque, 10 anos, por exemplo, tinha quatro professores no ano passado. Com o avanço do ensino fundamental 1 para o 2, ela passará a ter aulas com 28 docentes. Longe de ter medo, ela mantém a empolgação nos olhos atentos e nos detalhes sobre as novidades. Conta para os pais, Danielle e Jônathas Delduque, ambos de 39 anos, onde será a aula de inglês e com qual amiga estudará. Descreve como foram as aulas experimentais, de adaptação à nova rotina no Galois, colégio em que estuda desde o 1º ano. “Vou chegar mais cedo para pegar um lugar na frente. Comprei também um fichário para anotar tudo”, diz Ana Luísa.

Saiba mais

A independência e o amadurecimento para a nova fase não mexe somente com as crianças. O gosto pela leitura e pela matemática sempre foi estimulado pelos pais. Eles acompanham cada tarefa e são os alicerces de Luísa com as dúvidas. Com o início do ano letivo, a mudança não é só na cabeça e na rotina dos estudantes, mas de toda a família. “Agora, ela vai almoçar três vezes na semana fora de casa para entrar no inglês às 14h. Vai ser um desafio para mim, pois somos muito ligadas. Sei que, a partir de agora, ela precisa trilhar alguns caminhos sozinha, mas ainda é complicado”, explica a mãe.

Cerca de 50 mil crianças do DF estão no ensino fundamental 2, do 6º ano ao 9º ano. Ana Luísa começará as aulas no 6º. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) prevê o mínimo de 800 horas/aula para o ano letivo. Mas atividades como inglês, reforço escolar, aperfeiçoamento em matemática e robótica reforçam os conhecimentos e aumentam a permanência dos alunos nas instituições de ensino. “Estudos nessa área mostram que, quanto mais tempo o estudante permanece na escola com atividades planejadas para ele, maior é a eficácia do ensino. Por isso, toda essa discussão sobre o ensino integral”, analisa o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinepe), Álvaro Domingues.

Minervino Junior
 

 

Gente grande

A estudante Laura Marins, 14 anos, também mudará de fase. Passará do 9º ano para o ensino médio. Além do acréscimo de matérias, com o desmembramento de disciplinas como física, química e biologia, ela entra em uma fase decisiva para o futuro profissional. “Não me preocupo com a quantidade de aulas, mas parece que agora estou mais próxima da vida real. Parece ser uma coisa bem grande: fazer o PAS, preparar para o Enem. São exames muito importantes”, acredita a aluna do Pódion, na Asa Norte.

O colégio só inicia as aulas em 2 de fevereiro, mas ela pensa na mudança de perfil e de como será a rotina. “Além de estudar pela manhã, terei aulas em duas tardes por semana, mas não importa. Vou focar nos estudos nos dias úteis e deixar para me divertir nos sábados e nos domingos”, planeja. No Pódion, são quase 1,5 mil horas/aula por ano. Além de manter professores diferentes para português, redação, produção de texto e outras, a diretoria aumentou as horas de filosofia, sociologia nacional, artes cênicas e visuais e música. Tudo devido ao conteúdo exigido pelo PAS e à contextualização de conhecimentos gerais exigida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Em 2016, Luís Carlos Guimarães, 17 anos, quer estar na universidade, aprovado para direito. Hoje, ele começa a etapa final da educação básica. Entra no 3º ano com a certeza de que adquiriu uma boa base ao longo dos anos de estudo. Mesmo assim, não esconde a ansiedade de retornar ao Sigma para reencontrar os amigos e saber o que virá pela frente. “O Sigma tem um curso de cálculo que pretendo fazer. Terei mais professores e uma carga maior. Será um ano de muito estudo. Quero fazer mais exercícios, colocar em prática todo o conhecimento que adquiri”, ressalta.

Para manter a média de boas notas na terceira etapa da seleção, o aluno pretende revisar em casa todo o conteúdo visto em sala de aula. “Não vou fazer cursinho. Para assimilar tudo, é só ter uma rotina e saber separar as coisas. Hora de estudar é de estudar.” Para se divertir e descansar a mente, ele vai à academia, joga bola e sai para encontrar os amigos.

Minervino Junior
 

194 mil
Total de estudantes matriculados nas escolas particulares no DF

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