SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Impacto no mercado

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 29/01/2015 13:01 / atualizado em 29/01/2015 13:03

Antonio Cunha
Todos os beneficiados pelo Cartão Material Escolar só podiam, até o ano passado, fazer compras em papelarias do Distrito Federal conveniadas. Ao todo, eram 250 estabelecimentos preparados para receber a demanda dos estudantes credenciados. A estimativa do Sindicato das Papelarias e Livrarias do DF (Sindipel) é de que o prejuízo no setor seja de 20%. Porém, alguns empresários que aceitavam o cartão do programa como pagamento acreditam amargar prejuízo de 50%.

O presidente do Sindipel, José Aparecido da Costa Freire, enfatiza que o impacto é negativo. “Como havia virado um projeto de governo — um dos melhores do país —, todos se preparam para atender os usuários. Sem o dinheiro, as papelarias e as livrarias vão sentir. As mais prejudicadas serão as micro e as pequenas”, acredita Freire.

Como a intenção do programa desde a criação era alavancar as empresas brasilienses, todo o dinheiro era gasto nas papelarias das regiões onde os estudantes moram ou estão matriculados. Com a possibilidade de o benefício não sair, até as contratações diminuíram. “Os donos de papelarias contratavam mais funcionários em janeiro, fevereiro e março. Nesse mês, já houve redução e não há perspectiva de aumentar para os próximos”, lamentou o presidente do Sindipel. No entanto, ele ainda tem esperanças de que, com a mudança do calendário letivo nas escolas públicas, o dinheiro saia. “Sabemos das condições do governo. Não tem nem dinheiro para remédio, mas não desistimos de buscar os benefícios do cartão.”

Proprietário de cinco papelarias da rede Risk, Edésio da Silva Gontijo sente o impacto. Segundo ele, em regiões como Ceilândia e Samambaia, a redução no volume de vendas será de 50%. “Estamos com os estoques cheios. Compramos um material de qualidade, mas mais acessível para atender esses clientes. Os alunos da rede privada já compraram material. A esperança é que, depois do carnaval, as vendas comecem a subir”, diz.


Adiamento
No início do mês, o GDF adiou o início do ano letivo na rede pública de ensino por alegar que as escolas precisavam de reformas para receber os alunos. As aulas começariam em 9 de fevereiro, mas, depois da decisão, só serão iniciadas após o carnaval, em 23 de fevereiro.

publicidade

publicidade