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Os resultados do modelo tradicional

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postado em 12/02/2015 10:45 / atualizado em 12/02/2015 10:46

Fátima Cerrado
As escolas que seguem um modelo mais tradicional e dão ênfase às notas e às provas com data marcada também alcançam resultados positivos. No Colégio Militar de Brasília (CMB), por exemplo, mais de 150 alunos entre os cerca de 500 matriculados no 3º ano do ensino médio foram aprovados, este ano, na Universidade de Brasília ou pelo Programa de Avaliação Seriada (PAS), ou pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o que corresponde a cerca de 30% de aprovação. No total, 200 passaram em instituições públicas.

O chefe da Seção Técnica de Ensino do CMB, Major Aragão, explica que a prova tradicional — chamada de avaliação de estudo — ocorre no fim de cada bimestre e é aplicada a todas as turmas, do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. Há também a avaliação parcial, que pode incluir um questionamento do professor para saber o domínio do aluno sobre determinado assunto ou um trabalho em grupo, por exemplo.

Ele acredita que os resultados desse modelo de ensino se refletem não só no Enem ou no vestibular como também no bom desempenho que os estudantes mostram nas olimpíadas de conhecimento. Além disso, Aragão acredita que é uma maneira de preparar o jovem para a vida adulta, tanto profissional quanto acadêmica. “Desde cedo, ele vai vendo que quem estuda mais é colocado em destaque”, afirma.

No entanto, mesmo no CMB, as características das provas têm mudado e estão cada vez mais interdisciplinares, em parte por influência do modelo de habilidades e competências adotado no Enem. “Hoje em dia, não se comporta mais a abordagem conteudista”, diz. “Não fazemos mais o mesmo tipo de prova de 10 anos atrás, tentamos refletir o cotidiano do aluno”, completa. (MN)

Interdisciplinaridade

A prova do Enem não é dividida em conteúdos clássicos — como português, matemática e geografia. Ela traz cinco áreas do conhecimento que englobam essas disciplinas. Cada área deve avaliar cinco eixos cognitivos — entre eles, compreender fenômenos, enfrentar situações-problema e construir argumentação — e as competências definidas no edital, que variam de uma área para outra.

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