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Alunos da UnB participam de competição internacional de projetos sociais

Trio de Brasília participará de evento em Dubai, nos Emirados Árabes. Projeto educativo criado pelos jovens ensina raciocínio lógico com truques de mágica

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postado em 02/03/2015 17:16 / atualizado em 03/03/2015 12:08

Para os estudantes da Universidade de Brasília (UnB) João Sigora, 26 anos, Thaís Queiroz, 28, e Guilherme Ávila, 25, a educação pode acontecer em um passe de mágica. Eles desenvolveram um projeto que auxilia crianças até 6 anos a aprender por meio de truques simples e muita criatividade e imaginação.

 

 

 

A ideia deu certo e foi selecionada entre outras 20 mil para concorrer ao prêmio Hult Price, uma competição que incentiva a criação de projetos sociais inovadores. A primeira etapa ocorre em 13 de março, em Dubai, Emirados Árabes. Segundo João Sigora, formado em relações internacionais, as expectativas são as melhores. “A competição é difícil, mas o projeto atende a todos os pré-requisitos e foi aprovado pelos pedagogos e pelas crianças que o conheceram. Trabalhamos muito, demos o nosso melhor e estamos muito confiantes”, afirma. O grupo viaja na próxima segunda-feira (9).

O kit, que custa menos de R$ 3, foi criado como uma opção financeiramente possível para estimular o desenvolvimento cognitivo de crianças de 0 a 6 anos, em fase pré-escolar. Ali são encontradas cinco mágicas que ensinam raciocínio lógico, matemática, memória e habilidades de socialização, linguísticas e sensoriais. Guilherme Ávila, formado em economia e mágico profissional, acredita que falar por meio de cores e números pode ensinar muito à crianças que não têm acesso à educação de qualidade. “Através da mágica, qualquer pessoa pode interagir com as crianças, é uma ótima oportunidade para a família aprender em conjunto. Assim, crianças que ainda não estão na faixa contemplada pelo governo, podem aprender o que crianças a partir de 7 anos estão estudando no sistema formal”, explica. Além de econômicos, os materiais são feitos com produtos ecologicamente corretos.

Para Thaís Queiroz, doutoranda em relações internacionais, estar na competição tem ensinado aos próprios participantes. “Aprendemos muito sobre empreendedorismo e como ele tem poder de impacto social e melhorar a sociedade”. Se ganharem o prêmio final, de US$ 1 milhão, os estudantes abrirão uma empresa para tirar todas as ideias do papel. “Vamos criar, produzir, melhorar e vender os kits para fazermos a diferença na educação infantil”, espera.

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