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Alunos de Taguatinga ainda aguardam pelo início das aulas

Falta de professores prejudica alunos da Escola Classe 8 de Taguatinga Norte

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postado em 05/03/2015 20:38 / atualizado em 09/03/2015 12:21

Kelsiane Nunes /Especial para o Correio

Kelsiane Nunes/Esp. CB
O ano letívo para a maioria dos alunos da rede pública de ensino começou na segunda-feira (2). Porém,  para duas turmas, uma do  3º  e  outra do 5º ano, da Escola Classe 8 de Taguatinga Norte continuam sem aulas. O motivo é a falta de professores. Segundo a direção da escola, já foi solicitada  à  Regional de Ensino a substituição dos docentes que se aposentaram no fim do ano passado.

A carência na rede pública é de 3,5 mil docentes, segundo levantamento da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal . São vagas abertas decorrentes de exoneração ou demissão, falecimento, aposentadoria, afastamento ou licenças legais. A Secretária informou que foi liberado pelo Tribunal de Justiça a contratação de professores temporários. A admissão dos profissionais, no entanto, não será feita de uma vez só, mas de acordo com  a solicitação feita  por cada escola  à  Regional.

Os comerciantes Adinara Gomes de Almeida, 38 anos, e José Paulo Santini, 54, estão revoltados com a situação. Os três filhos, Ana Clara, 8, aluna do 3°, e os gêmeos Vinícius e Ricardo, 9, alunos do 5º,  estão sem aulas. “Estou bem entristecida com isso. Não sei mais o que faço. Liguei na Regional de Ensino e eles me passaram vários números para ligar, mas em nenhum deles tive resposta. Só me empurraram de uma ligação para outra.  As crianças não podem ficar sem aula”, disse Adinara. “Juntando os alunos das duas classes, dão aproximadamente 60 alunos sem aula. Isso é um absurdo. Alguém tem que se responsabilizar por isso e nos dar uma resposta”, diz o pai.

Ana Clara está com a mochila cheia de materiais escolares intactos. Ela garante que não quer mais passar as tardes em casa. “Estou ansiosa para ter aula. No primeiro dia, fui à escola e  me falaram que não tinha professor. Voltei para casa triste”, conta. Os gêmeos tiveram aulas reduzidas em 26 e 27 de fevereiro, quando os professores ainda estavam em paralisação, mas desde segunda estão sem professor. “No primeiro dia, a professora fez uma brincadeira com a gente. No segundo, a gente viu um filme e tivemos que comentar o que  aprendemos   sobre ele e depois fizemos alguns exercícios de matemática”, conta Vinícius. “Eu gosto de ficar na escola, ainda mais agora que já conheci alguns colegas”, diz Ricardo.

A dona de casa Camila Ferreira da Silva, 25 anos, também está consternada com a situação. “Acho um absurdo porque o calendário já está atrasado e agora minha filha está perdendo mais aulas por falta de professor e sem previsão de quando isso vai ser solucionado”, desabafa. Gabrielle da Silva, 8 anos, está matricula na mesma clase que Ana Clara. “Estou triste. Eu gosto de brincar com meus amigos da escola e ter aula de pintura”, conta a estudante. “Todo dia Gabrielle pede para que eu ligue para saber se vai ter aula”, diz a mãe.

Pelo calendário, o inicio do ano letivo da rede pública  estava marcado para 9 de fevereiro, mas a Secretaria adiou o início das aulas para 27 de fevereiro para terminar obras de reparo na infraestrutura das  escolas.  Com a paralisação dos professores para revindicar o pagamento de  dívidas trabalhistas atrasadas,  a maioria das escolas públicas tiveram o primeiro dia de aula na última segunda-feira (2).

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