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Prisão de diretor preocupa pais

Funcionário flagrado pela PM com carro clonado e material de pedofilia é demitido da escola onde trabalhava, em Taguatinga. Familiares de alunos estão apreensivos

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postado em 10/04/2015 10:57 / atualizado em 10/04/2015 10:59

Nathália Cardim / , Thaís Paranhos


 

O veículo de Alessandro da Silva Santos, 42 anos, foi apreendido próximo a um motel, em Ceilândia    (André Violatti/Esp. CB/D.A. Press)
 

 

O veículo de Alessandro da Silva Santos, 42 anos, foi apreendido próximo a um motel, em Ceilândia

Com o acusado, a polícia recolheu uma carteira com o brsão da PF  (André Violatti/Esp. CB/D.A. Press)
 

 

Com o acusado, a polícia recolheu uma carteira com o brsão da PF

 

Um dia após a prisão do então diretor administrativo de uma escola particular de Taguatinga, pais e alunos se mostraram apreensivos com o caso. Alessandro da Silva Santos, 42 anos, foi detido na noite da última quarta-feira próximo a um motel, em Ceilândia. Além de usar um veículo com chassi adulterado, a polícia encontrou com ele material de pedofilia — ele estava acompanhado de um jovem de 18 anos.

Como ele trabalhava na parte administrativa da escola havia apenas dois meses, alguns pais admitiram ao Correio que não o conheciam muito bem. A estudante Kênia Castro Cosmo, 31 anos, tem um filho de 12 na escola e disse ter levado um susto ao ser informada sobre o caso. “Vou conversar com ele (o filho) para saber se aconteceu alguma coisa. Acho importante os meninos sempre serem orientados a falar com a gente sobre esses assuntos”, afirmou. Apesar da situação, ela reconhece que a suspeita que recai sobre Alessandro não condiz com a conduta da escola.

O empresário Orivan Ribeiro de Souza, 36, soube da prisão de Alessandro enquanto se dirigia ao trabalho. Rapidamente, foi até a escola para buscar mais informações. A filha dele, de 9 anos, estuda há quatro no colégio. “Nunca houve nenhuma situação como essa. É uma instituição cristã e a minha menina adora estudar aqui. Não tivemos problema até hoje, mas precisamos entender o que aconteceu”, comentou.

Patrícia Mendonça é coordenadora pedagógica do colégio e se disse assustada com a atitude do ex-funcionário, demitido logo após o episódio. Segundo ela, ele se apresentou como administrador e policial antes de começar a trabalhar na instituição. Alessandro estava em período de experiência e, por isso, não tinha a Carteira de Trabalho assinada. Como prestava serviço na parte financeira, a coordenadora afirmou que ele não tinha muito contato com os estudantes. “A gente imagina que contrata uma pessoa e depois descobre que ela não é quem se diz ser”, lamentou.

Suspeita
Uma equipe de policiais militares fazia ronda na área do colégio e, após uma consulta no sistema, constatou que o carro conduzido por Alessandro era clonado. Os PMs o seguiram até a casa onde o ex-diretor buscou um jovem de 18 anos. A abordagem ocorreu na chegada a um motel, por volta das 20h. No carro do suspeito, os policiais encontraram um tablet com fotos de meninas e meninos nus. Durante o registro de ocorrência na 23ª Delegacia de Polícia (P Sul), os PMs acessaram o perfil de Alessandro nas redes sociais e encontraram diversas conversas entre ele e crianças. Na residência dele, foram encontrados mais dois veículos com placas clonadas.

No momento da prisão, o acusado usava uma carteira com o brasão da Polícia Federal. Ele foi autuado em flagrante por receptação, uso de documento falso e adulteração de sinal identificados de veículo automotor. A Polícia Civil informou, por meio da Divisão de Comunicação, que Alessandro não tinha antecedentes criminais.

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