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Alunos assaltam colegas

Dois estudantes de escolas de classe média alta da Asa Sul usam faca para roubar dupla de adolescentes na 402 Sul. Um dos infratores, matriculado no mesmo colégio das vítimas, foi transferido da instituição no dia seguinte ao episódio

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postado em 29/04/2015 13:25

Bernardo Bittar /

Quatro adolescentes, alunos de colégios de classe média alta, são protagonistas de mais um episódio de violência nas ruas do Distrito Federal. Dois como vítimas,dois como autores. A primeira dupla, de 14 anos, foi assaltada em frente à escola onde estuda, na Asa Sul. Na mesma instituição, também frequentava as aulas um dos acusados do roubo, de 15 anos, transferido no dia seguinte ao ato, a pedido da mãe. Todos os envolvidos foram parar na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA). Os menores que praticaram o ilícito foram encaminhados para o Núcleo de Atendimento Inicial (NAI).

Três vezes por semana, os adolescentes de 14 anos têm aulas durante a manhã e à tarde, das 7h30 às 13h30 e das 14h30 às 17h30. Normalmente, eles almoçam dentro do colégio. Mas, na última segunda-feira, foram comer no comércio da 402 Sul, em frente à escola. Como o segundo período não havia começado, eles resolveram permanecer na rua, conversando. Nesse momento, dois adolescentes, de 15 e 16 anos, os abordaram, com uma faca, e levaram a mochila de um dos garotos e os celulares dos dois, fugindo em seguida. As vítimas começaram a correr atrás dos ladrões, quando foram abordadas por uma viatura da polícia e contaram o ocorrido.

Após alguns minutos de busca, um dos infratores foi preso em flagrante, mas o outro fugiu. Então, os policiais instruíram o que foi apreendido a ligar para o que escapou. O garoto que conseguiu fugir compareceu à DCA levando os pertences roubados aproximadamente 40 minutos depois da ação. A faca utilizada no assalto foi apreendida e os dois infratores foram para o NAI, onde passaram a noite. No dia seguinte, apresentaram-se a um juiz. O processo corre em segredo de Justiça.

Autorização
Para o padrasto de uma das vítimas, parte da responsabilidade é da escola onde os meninos estudam, pois deveria haver mais rigor para a saída de alunos menores de idade. “Um adolescente de 14 anos não pode sair da escola na hora em que bem entende. Por mais responsável que ele seja, ainda é uma criança”, disse. Segundo o aposentado, os vigias e porteiros deveriam ter pedido uma autorização escrita pela família para liberar a saída do filho. Ontem, segundo relatou, ele foi a uma reunião com a diretora do colégio. Embora não reconheça culpa do colégio, ela afirmou haverá reforço na segurança.

O colégio manifestou-se oficialmente dizendo que deve aumentar a vigilância interna e instruir que os funcionários fiquem mais atentos às imediações da instituição, como estacionamentos e portaria. Ontem pela manhã, a mãe do aluno que participou do assalto foi até o local pedir que o filho fosse transferido. O garoto permaneceu matriculado por dois meses. Antes disso, estudava em outra escola, também de classe média alta, a mesma frequentada pelo comparsa. O rapaz mudou de colégio porque a mãe achava que ele estava sendo influenciado por más companhias.