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Instituto lança laboratório de estudos sobre políticas de educação

A iniciativa irá reunir especialistas de universidades para produzir conteúdos na área educacional

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postado em 14/05/2015 20:53 / atualizado em 15/05/2015 13:54

Kelsiane Nunes /Especial para o Correio

Na manhã desta quinta-feira (15) o Instituto Ayrton Sena fez o lançamento do EduLab21, projeto que reunirá especialistas da Universidade de Ghent, na Bélgica, e no Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) para desenvolver e reunir pesquisas sobre políticas educacionais. O objetivo é disseminar o conhecimento entre gestores e professores para desenvolver ações que melhorem o ensino no país.

 

Divulgação / Instituto Ayrton Senna
 

 

A iniciativa se propõe a refletir sobre quatro questões centrais: Quais competências são importantes para se conquistar uma vida plena de realizações no século 21, como desenvolver essas competências na escola, como avaliar o desenvolvimento dessas competências e como transformar o conhecimento relativo ao desenvolvimento e à avaliação dessas competências em políticas públicas que beneficiem a todos os alunos.

A diretora do projeto, Tatiane Filgueiras, afirma que o projeto é uma continuidade do trabalho desenvolvido pelo instituto e que a ideia nasceu da necessidade de atrelar o estudo científico as políticas públicas para realizar programas mais eficazes. “Hoje em dia não podemos falar em melhoria de políticas sem falar de evidências. O intuito do projeto é disponibilizar o conhecimento na área da educação para que os agentes possam desenvolver politicas publicas com mais chance de sucesso”, explica.

Para Tatiane, um dos desafios das escolas é ensinar os conteúdos de forma integrada. “Atualmente, as disciplinas são trabalhadas de forma compartimentada e na vida real não é assim. A gente utiliza vários conhecimentos ao mesmo tempo na resolução de problemas no nosso dia a dia. Os alunos precisam sair dos colégios sabendo essa competência”, argumenta.

Daniel Santos, membro do comitê deliberativo do eduLab 21 aponta que uma das novidades do projeto é a ênfase na pesquisa com foco no desenvolvimento do aluno. Ele acredita que desenvolver formas auxiliar o aluno a focar nas aulas ajudará as escolas a preparar melhor os alunos. “Muitas vezes é dito que a solução para melhorar o desempenho na sala de aula é reduzir a quantidade de alunos na sala de aula, valorizar o professor e melhorar a qualidade do conteúdo passado. Tudo isso é importante mas só terá impacto se o aluno tiver a capacidade de manter a atenção na aula, ter disciplina no estudo e respeitar o professor. A escola precisa aprender a preparar o aluno para isso”, argumenta.

Os grupos de estudos vão transformar as informações produzidas e colhidas em produtos como artigos científicos, textos e cartilhas e passar para gestores e representantes das secretarias de edução dos estados do Acre, Pernambuco, Ceará, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Caratina, que são colaboradoras do projeto.

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