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A capital festeja com o Caseb

Primeiro colégio de Brasília faz aniversário, e a data é comemorada pela comunidade estudantil - antiga e atual. Todos aproveitam para relembrar casos e mostrar que o comprometimento com a escola é para sempre

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postado em 17/05/2015 15:43 / atualizado em 17/05/2015 15:47

Renata Rusky /Revista

Cosete Ramos faz discurso em homenagem ao colégio: emoção dos professores pioneiros (Claudio Reisi/Esp. CB/D.A Press   )
 

 

Cosete Ramos faz discurso em homenagem ao colégio: emoção dos professores pioneiros


O Caseb, a primeira escola de Brasília, completou ontem 55 anos. A festa de comemoração durou quase o dia inteiro. Artesãos do grupo Concretamente Brasília expuseram arte, alunos fizeram apresentações de dança, ex-estudantes e professores discursaram e uma grande festa foi realizada. Tocaram no evento a Banda Brapo, o Grupo Mamulengo e houve apresentações de capoeira e jiu-jítsu.

A ex-aluna e professora Cosete Ramos, doutora em educação, conta que fez parte da primeira turma a frequentar a escola. “Eu estava aqui em 16 de maio de 1960 e assisti à aula inaugural, sentada neste chão”, orgulha-se. Ainda que não esteja no quadro de funcionários, Cosete participa ativamente das atividades da escola até hoje. O discurso que proferiu fez com que os primeiros professores do Caseb, já aposentados, se emocionassem.

 

Os irmãos Letícia, Deyvison e Miguel: passado e futuro (Claudio Reisi/Esp. CB/D.A Press)
 

 

Os irmãos Letícia, Deyvison e Miguel: passado e futuro

 

Cosete lembrou de acontecimentos que chegaram a virar manchetes de jornais da época, como o dia em foi decidido que o Caseb seria construído porque o colégio Elefante Branco não ficaria pronto a tempo para a inauguração da cidade. Ou quando houve boatos de que Brasília seria bombardeada pela Aeronáutica e vários operários largaram a obra da escola. Finalmente, quando as aulas começaram: “Entramos 360 estudantes aqui e tivemos aula no chão porque faltavam carteira. Eram todos muito diferentes, falavam muito diferente um dos outros, cada um de um lugar do país”.

O 16 de maio de 1960 também está na Carteira de Trabalho de Pedro Carlos de Carvalho. Ele foi um dos primeiros funcionários do Caseb. “Na época, meu cargo tinha um nome bonito: auxiliar de audiovisual. Na prática, todo mundo fazia tudo”, conta. Foi o primeiro emprego de Pedro. Depois, ele trabalhou em outras escolas, mas ele nunca se desligou do Caseb.

Quem passou pelo local naquela época se orgulha demais. Sérgio Cabral, administrador, enumera personalidades que estudaram ali: Nelson Piquet, Galvão Bueno, Lucélia Santos, Paulo Octávio, Luiz Estevão, Renan Calheiros, entre outros. “Do Caseb, saíram grandes profissionais. Nós estudávamos muito e os professores eram muito preparados e exigentes”, orgulha-se. Ele conta que ainda mantém contato com pelo menos 20 colegas. Faz questão de estar em cada festa do Caseb. Lembra com carinho, por exemplo, da grande festa de 50 anos, no Iate Clube de Brasília.


Pedro Carlos, com orgulho, mostra a Carteira de Trabalho (Claudio Reisi/Esp. CB/D.A Press)
 

 

Pedro Carlos, com orgulho, mostra a Carteira de Trabalho

 

A nova geração
Atualmente, com mais que o dobro de alunos –– são 840 ––, a escola, que tem a professora Angelita Amarante na direção, não é a mesma de outrora, mas atrai e fascina muitos que passam por lá. Os estudantes mais recentes continuam a estabelecer relação de afeto com o colégio e com os funcionários. Pedro Moura da Silva e Miguel Batista, ambos de 22 anos, marcaram presença há cerca de 7 anos. Há seis não visitavam a escola, mas não deixaram de manter contato com as pessoas. “Nós soubemos que uma professora antiga está doente e resolvemos fazer uma surpresa”, explica Miguel. Eles aproveitaram para resgatar algumas lembranças, como a dos bailes e das gincanas dos quais participaram quando novos.

Os irmãos Letícia Souza, 18, trainee, e Deyvison de Souza, 21, webdesigner e fotógrafo, estudaram lá. Eles esperam que o irmão de 2 anos, Miguel de Souza, também tenha essa oportunidade. “Nós somos o passado do Caseb; ele é o futuro”, declara Letícia. “Tanto em relação ao aprendizado quanto às amizades que fiz, em toda minha vida estudantil, o período em que estive aqui foi o melhor”, afirma Deyvison.

Geovanna Regina e Rafaella Cariadna, ambas de 14 anos, provam que não é só de nostalgia que vive a unidade de ensino. É o segundo ano de Geovanna no local e o primeiro de Rafaella. As duas comparam as escolas onde estudavam antes com a atual, e a conclusão é a mesma: o Caseb é muito melhor. Geovanna veio de uma escola particular: “Era desorganizado. Aqui é muito mais seguro”. Rafaella sentiu a diferença entre os professores que davam aula no centro onde vivia, no Maranhão: “Aqui, eles são mais preparados”.

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