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Ensino de línguas

Japonês e mandarim estão entre as opções para alunos paulistas

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postado em 23/06/2015 10:21 / atualizado em 23/06/2015 12:29

Portal MEC

Japonês, mandarim, francês, alemão, italiano, espanhol e inglês são alguns dos cursos oferecidos, gratuitamente, a estudantes paulistas, de acordo com a demanda de cada região. As aulas são ministradas em diversos municípios, nas mais de 200 unidades do Centro de Ensino de Línguas (CEL) da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

 

Em Marília, a cerca de 400 quilômetros da capital, os sete idiomas estão disponíveis em unidade criada há 26 anos.

 

Localizada na Escola Estadual Monsenhor Bicudo, atende 460 alunos de escolas da rede pública de ensino, nos turnos matutino, vespertino e noturno. As matrículas podem ser feitas por estudantes a partir do sétimo ano do ensino fundamental e da educação de jovens e adultos, exceto para os cursos de inglês e mandarim, disponíveis somente para alunos do ensino médio. Além de aprender uma nova língua, os estudantes têm a oportunidade, durante as aulas, de conhecer também os costumes de outros países.

 

Segundo a coordenadora do CEL de Marília, Ângela Aparecida Batista, a proposta do projeto de criação do centro nasceu nos fins da década de 1980, “no ambiente de globalização que se intensificava, aproximando povos e culturas”. De uma forma mais específica, de acordo com Ângela, tinha-se em mente “a integração do Brasil com a comunidade latino-americana hispanofalante, objetivamente pensando em termos econômicos, através do Mercosul”.

 

Outros idiomas foram acrescentados depois à grade curricular. “Isso ampliou a visão, antes restrita à América hispanofalante, para a da mundialização dos laços econômicos e culturais, chegando à configuração de hoje”, destaca.

Japonês — Professor de língua japonesa desde 2004, André Pereira ressalta que seus alunos, em geral, são muito interessados. “Raramente se ausentam, com frequência trazem dúvidas e curiosidades para as aulas e cumprem com todo empenho as atividades realizadas”, afirma.

 

Ele acredita que a atração dos jovens pela língua japonesa vem do interesse que têm por itens culturais como mangá (história em quadrinhos), animes (animações) e j-pop (música popular japonesa). Outro ponto lembrado por ele é a proximidade que a região de Marília tem com a colônia japonesa, bastante presente na comunidade. “Minhas aulas envolvem conversação, escrita e regras gramaticais”, diz o professor. “Só uso a escrita japonesa, e os alunos aprendem os três tipos: hiragana, katakana e kanjis (ideogramas).”

 

Os livros didáticos são fornecidos pela Secretaria de Educação do estado. São seis obras, voltadas para escrita, leitura e compreensão do idioma. Elas abrangem desde o básico até os níveis mais avançados do idioma.

 

Com graduação em geografia, que também leciona, Pereira revela que sua habilitação para o ensino de japonês deve-se ao fato de ter sido aprovado no teste Nouryoku shiken, de proficiência no idioma, regulamentado pela pasta de educação do Japão. Além disso, o professor tem grande conhecimento da vida e da cultura nipônicas, pois morou por 12 anos naquele país e lá estudou da sexta série do ensino fundamental até o terceiro ano do ensino médio.

 

Mandarim — As aulas de mandarim foram implantadas graças a uma parceria da Secretaria de Educação do estado com o Instituto Confúcio, que atua na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). “Os professores, normalmente, são alunos chineses, com bolsa de mestrado ou doutorado, que vêm ao Brasil para uma complementação de estudos e ministram aulas, também”, revela Ângela. “Nossa professora, Wang Yukun, está em Marília para complementar a bolsa de mestrado em educação pela Unesp.”

 

Graduada em letras (português, inglês e espanhol), com mestrado em comunicação, Ângela tem experiência de 20 anos como professora de gramática, literatura e redação em instituições particulares de ensino e como professora efetiva de inglês da rede pública estadual.Há dois anos na coordenação do CEL de Marília, ela deu aulas de espanhol durante três anos.

 

Parcerias — De acordo com Ângela, para a capacitação de professores e fornecimento de material pedagógico, a Secretaria de Educação paulista firma parcerias com instituições relacionadas aos idiomas oferecidos no CEL. A Embaixada da Espanha, o Consulado da França em São Paulo, a Associação de Professores de Francês do Estado de São Paulo (Afpesp), a Aliança Francesa, a Associação Cultura Inglesa, o Instituto Goethe e a Fundação Japão são algumas dessas instituições. “Por conta de parcerias, aqui em nosso centro já tivemos alunos que viajaram para Argentina, Inglaterra e Espanha”, diz.

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