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Brasileiros conquistam três medalhas de bronze em olimpíada de biologia

Competição internacional terminou no domingo (19). Participaram mais de 250 competidores de 61 países

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postado em 21/07/2015 17:46 / atualizado em 21/07/2015 17:57

Arquivo pessoal
O Brasil conquistou três medalhas de bronze na Olimpíada Internacional de Biologia (IBO, na sigla em inglês), que terminou no último domingo (19), na Dinamarca. Os medalhistas foram Letícia Pereira de Souza, de 16 anos; Gabriel Voltani Guedes, 17; e Matteo Celano, 16. A competição reuniu mais de 250 estudantes de 61 países.

Única menina entre os brasileiros na disputa, Letícia é estudante do 3º ano do ensino médio no Colégio Ari de Sá, em Fortaleza. Para ela, a participação na competição serviu como treinamento para buscar uma vaga numa universidade nos Estados Unidos, onde pretende cursar biologia molecular. “Quero estudar, de preferência, em Columbia ou UPenn, pois quero ser pesquisadora. Vejo que o incentivo dessas universidades americanas para pesquisa pode ser o diferencial na minha carreira”, afirma.

Cada país pode selecionar até quatro alunos como representantes na competição internacional de conhecimento. Os critérios de seleção de cada nação variam mas, no Brasil, os estudantes são escolhidos pelo resultado da Olimpíadas Brasileiras da disciplina.

A avaliação na IBO foi composta por provas teóricas e práticas, com duração de quatro a seis horas cada uma e pelo menos um dia de intervalo entre elas. Entre as atividades que os estudantes tiveram que realizar estavam testes que envolviam dissecar peixes para identificar as estruturas internas e procedimentos de biologia molecular. “O mais difícil foi o período entre as provas práticas, pois eles nos dividem em quatro grupos com um representante de cada país. Cada grupo começa numa prática diferente e não podemos nos ver nos intervalos, o que acaba sendo bem estressante”, conta a Letícia.

Para ela, as medalhas na competição são um grande feito da delegação brasileira e a conquista será um diferencial no currículo. “Participar de uma olimpíada internacional é algo muito diferente de tudo o que um aluno faz. Você conhece pessoas de outros países, passeia pela cidade. Como o processo de seleção das universidades americanas considera também dados pessoais e recomendações de professores acredito que o resultado adiciona uma grande conquista ao meu histórico. É uma competição bem reconhecida, de grande porte”, ressalta a estudante.

A delegação brasileira na competição contou com quatro estudantes – Erick Tavares Marcelino Alves, de 16 anos, também representou o país, mas não alcançou medalha.

Rotina de preparação
Além dos estudos em sala de aula, Letícia contou com acompanhamento de professores voltado para a competição. “A preparação, a princípio, envolveu ler o livro base. Depois, li alguns livros mais avançados, muitos de nível superior. Além disso, fiz muitas provas anteriores de competições de vários países que costumam ter bons resultados na IBO. Resolvi provas indianas, canadenses, americanas, australianas”, lembra.

Para o professor Daniel Chacon, que coordena o projeto de estudos para de olimpíadas científicas do Colégio Ari de Sá, a participação em competições internacionais também ajuda na identificação de futuros pesquisadores na área. “As olimpíadas destacam talentos. Competições como essa fazem com que os alunos tenham mais chance nas seleções de universidades estrangeiras e preparam para qualquer vestibular, qualquer prova”, afirma o professor.

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