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Festival Internacional de Filmes oferece oficinas de audiovisual

As vagas foram destinadas aos alunos de escolas públicas do Distrito Federal

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postado em 15/09/2015 14:47 / atualizado em 15/09/2015 15:59

O Festival Internacional de Filmes Curtíssimos chegou a Brasília com atividades educativas e inovadoras. Com o objetivo de formar pessoas com senso crítico, o projeto é destinado aos alunos de escolas públicas do Distrito Federal e coletivos de audiovisual. As aulas tiveram início na última terça-feira (8) e serão ministradas até novembro, totalizando 158 horas de curso. Os estudantes terão a oportunidade de participar de oficinas práticas, e vivenciar todas as etapas da produção de um filme. Os encontros ocorrem às terças e quintas, de 14h às 18h, no Centro de Ensino Médio Elefante Branco.

A oitava edição do Festival contará com aulas de roteiro, animação, som, direção de fotografia, produção e edição, que serão ministradas por profissionais que atuam no mercado. As atividades incluem teoria e prática no campo do audiovisual, que serão convertidas na criação de três curtas-metragens produzidos pelos alunos ao final do curso. Os trabalhos desenvolvidos serão exibidos na próxima edição do Festival.

O público é formado majoritariamente por adolescentes que têm um grande interesse por cinema. De acordo com o professor Mike Peixoto, a iniciativa do projeto é transformadora. “A ajuda em promover e democratizar a produção audiovisual proporciona o contato inicial dos jovens com a prática e realização de filmes, em especial, jovens que anseiam um futuro no cinema”, afirmou.

De acordo com Mike, o entusiasmo dos participantes é notório diante da possibilidade de criar e ver nas telas os próprios projetos. “Os alunos estão se mostrando muito ativos, tanto na criação das histórias quanto na troca com as demais equipes de criação”, concluiu. Aproximadamente, 120 pessoas fizeram a inscrição para participar do curso. Do número total de inscritos, 60 foram selecionados.

José Lucas de Oliveira, 13 anos, é um dos alunos beneficiados pelo programa e não esconde o gosto pelo cinema. “Eu quero aprender bastante, pois o meu objetivo é trabalhar com o designer. Essa é uma ótima oportunidade. Eu nunca tive contato algum com professores, eu procurava conhecimento por conta própria e por gostar do assunto”, conta o estudante.

Segundo o coordenador pedagógico das oficinas, Marcelo Faria, a intenção do Festival é mostrar o outro lado do cinema, que muitos desconhecem. “A expectativa é de que os alunos produzam bons produtos e que desenvolvam um senso crítico capaz de decodificar sons e imagens”, afirmou. Os trabalhos serão desenvolvidos em grupos, e feitos em módulos.

Após a gravação dos vídeos, o material será editado em estúdio e enviado para São Paulo, onde será finalizado. De acordo com Marcelo, esse é um dos passos mais caros do projeto. “O custo de cada filme de sete minutos é em torno de 50 mil reais, mas a Dot Cine finalizará os três, totalmente de graça”, comemorou.

A estudante Diana Ricarte, 18 anos, participa das oficinas e conta que a experiência está sendo prazerosa. “Cada aula que eu assisto me anima ainda mais e, pela primeira vez, eu passo a tarde inteira aqui e não vejo a hora passar”, afirmou. Para a aluna, o projeto é importante por permitir que os participantes tenham o contato na prática com a área. “Quando eu cheguei aqui, eu percebi que me encontrei. Estou ansiosa para começar a gravar e ver o resultado final. É muito bom ter o contato e entender como o processo funciona”, concluiu.

Após o término das filmagens, cada grupo apresentará o seu projeto realizado. Um dos curtas será escolhido pelos próprios alunos, e os outros dois projetos serão escolhidos por uma banca selecionada pelo Curtíssimas. Os filmes serão finalizados para sala de cinema digital.

Além das oficinas voltadas para os alunos, os professores terão a oportunidade de trocar experiências, em 21 e 22 de setembro. O objetivo do encontro é enriquecer as discussões em torno do campo do audiovisual. Na mesma data, o Festival promoverá a II Oficina de Audiovisual para professores com o tema Análise Fílmica e Crítica Cinematográfica, que será ministrado por Ciro Marcondes, mestre em teoria literária e doutorando em imagem e som da Universidade de Brasília (UnB). Ao fim da oficina, os participantes poderão escrever seus textos críticos e aplicar o conhecimento adquirido durante o curso.

A oficina de audiovisual é destinada aos professores da rede pública do Distrito Federal e acontecerá no Museu Nacional, de 9h às 12h. O encontro para troca de experiências será aberto para educadores, profissionais do cinema, artistas virtuais e demais interessados e ocorrerá no Museu Nacional, de 14h às 16h30.

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