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Presidente e ministro entregam Prêmio Jovem Cientista

Premiação é considerada um dos mais importantes reconhecimentos aos cientistas brasileiros

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postado em 15/09/2015 18:37 / atualizado em 15/09/2015 18:57

Roberto Stuckert Filho/PR
A presidente Dilma Rousseff e o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, entregaram os prêmios aos estudantes e pesquisadores vencedores da 28ª edição do Prêmio Jovem Cientista, nesta terça-feira (15). A solenidade, realizada no Palácio do Planalto, contemplou 12 pesquisadores, estudantes e instituições de ensino do país que desenvolveram soluções inovadoras sobre o tema "Segurança Alimentar e Nutricional". A edição recebeu um total de 1.920 pesquisas inscritas. O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), Hernan Chaimovich, também participou da cerimônia.

"Valorizar os ganhadores e as ganhadoras desse prêmio é uma forma de promover a ciência no Brasil, de educar, de demonstrar às crianças do nosso País que há um caminho importante na ciência e na pesquisa", afirmou o ministro Aldo Rebelo, ao ressaltar a importância da premiação criada em 1981, com o objetivo de incentivar a pesquisa e a inovação no Brasil. Uma iniciativa do CNPq em parceria com a Fundação Roberto Marinho, com patrocínio da Gerdau e da BG Brasil, o Prêmio Jovem Cientista é considerado um dos mais importantes reconhecimentos aos cientistas brasileiros.

Ciência para transformar o mundo
A presidenta Dilma Rousseff destacou que os vencedores dessa edição estão "semeando ideias inovadoras" e representam, para o País inteiro, o papel que uma juventude engajada em uma trajetória de construção do conhecimento pode alcançar. "A ciência transforma o mundo e é por isso que nós devemos dar tanta atenção no Brasil à questão da ciência, tecnologia e inovação", afirmou.

Ela acrescentou que transformar o mundo significa "necessariamente" levar a cada uma das pessoas as melhores condições de vida. Nesse sentido, Dilma comentou a situação econômica pela qual o País vem atravessando e ressaltou que a CT&I é "o caminho e a inspiração para que nós possamos chegar a um novo patamar".

Vencedores

Os contemplados nas categorias Mestre e Doutor, Ensino Superior e Ensino Médio, tiveram seus nomes divulgados em maio deste ano, pelo presidente do CNPq, Hernan Chaimovich, em cerimônia na sede da agência do MCTI em Brasília. Do total de 1.920 pesquisas inscritas nesta edição, 341 disputaram a categoria Mestre e Doutor, 274 Ensino Superior, e 1.305 concorreram na categoria Ensino Médio.

Entre os trabalhos contemplados estão um produto que permite ao consumidor identificar fraudes no leite; um modelo inovador de agricultura urbana, que oferece um sistema sustentável de produção e aproxima os consumidores dos produtores; e um estudo sobre a castanha-do-brasil como fonte de suplementação de selênio para idosos, que se revela importante aliado na prevenção do mal de Alzheimer.

Na categoria Ensino Médio, a campeã foi Joana Meneguzzo Pasquali, do Colégio Mutirão de São Marcos, em São Marcos, Rio Grande do Sul, com a pesquisa "Detectox – Kit detector de substâncias tóxicas no leite UHT". Na categoria Ensino Superior, o campeão foi o estudante Deloan Edberto Mattos Perini, da Universidade Federal da Fronteira do Sul (UFFS), de Erechim, Rio Grande do Sul, com a pesquisa "Modelo de agricultura urbana como inovação no processo de abastecimento de alimentos em cidades de pequeno porte".

Na categoria Mestre e Doutor, a doutoranda da Universidade de São Paulo (USP), Bárbara Rita Cardoso, foi a grande vencedora, com a pesquisa "Efeitos do consumo de castanha-do-brasil (Bertholetia excelsa H.B.K) sobre a cognição e o estresse oxidativo em pacientes com comprometimento cognitivo leve e a relação com variações em genes de selenoproteínas". Segundo a pesquisadora, uma unidade diária da castanha-do-brasil pode contribuir para a redução do risco da doença de Alzheimer.

"Iniciativas como esse prêmio abrem portas para que cabeças frescas, jovens se engajem e assim impulsionem a ciência. É assim que nós podemos melhorar o mundo. Eu torço para que associado a esse tipo de iniciativa, mais recursos sejam destinados à pesquisa no Brasil, pois o meu sonho é que o nosso País seja destaque mundial no desenvolvimento científico e tecnológico. Nós temos recursos humanos com capacidade plena para isso", afirmou, falando em nome de todos os premiados.

 

Fonte: MCTI

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