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ÁGUAS CLARAS

Três professoras são denunciadas em caso da escola Ipê

Punição para as ex-funcionárias pode ultrapassar 10 anos de reclusão. Pais dos alunos buscam penas mais severas

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postado em 22/09/2015 19:12 / atualizado em 22/09/2015 22:41

Augusto Berto - Especial para o Correio

Três ex-professoras do Ipê Centro Educacional foram denunciadas, na última segunda-feira (21/9), pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por maus tratos e por submeter crianças a constrangimento ou vexame. O caso ganhou repercussão em julho de 2015, após divulgação de vídeos na internet que mostravam funcionários da escola, localizada em Águas Claras, maltratando alunos de 3 a 5 anos.

A denúncia enquadra as professores em até 10 crimes diferentes. “Caso ocorra condenação, a pena pode ultrapassar 10 anos de reclusão”, ponta o promotor de Justiça responsável pelo caso, Dermeval Farias.

Os pais das crianças ainda não estão satisfeitos com os rumos tomados pelo julgamento e pedem maior rigor nas investigações. Na decisão do Ministério Público, apenas 12 crianças estão envolvidas no processo. Pais alegam que outros 28 estudantes também foram prejudicadas enquanto estudavam na escola. “Temos laudos de psicólogos que atestam tortura psicológica em alunos que não foram citados no processo”, explica Lívia Medeiros, advogada dos pais.

O esforço em acrescentar outras 28 crianças como parte do processo é para aumentar a pena das professoras. “A cada punição computada, maior o tempo que ficarão presas”, esclarece Medeiros.

Além disso, os pais querem responsabilizar as diretoras do colégio por omissão, pois alegam que elas souberam das agressões em março e nada fizeram para coibir as professoras. “Queremos punição também para a direção do Ipê. Vamos encaminhar provas ao Ministério Público que atestam o conhecimento delas sobre os crimes que ocorriam”, diz um dos pais dos alunos Rodrigo Porto. Nos vídeos, uma professora veste uma touca de maneira agressiva na cabeça do filho de Rodrigo.

As novas exigências foram encaminhadas ao MPDFT, que pediu à Polícia Civil a reabertura das investigações. No entanto, as novidades não devem aparecer tão cedo. Segundo Alexandre Nogueira, delegado da 21º DP e responsável pelo caso, o requerimento do Ministério Público para as próximas apurações nem chegou ainda. Também não há data para possível julgamento das três professoras acusadas. A greve dos técnicos do Judiciário também deve causar morosidade ao processo.

O Correio tentou contato com o Ipê Centro Educacional, sem sucesso.

Assista vídeo que mostra agressões morais a crianças da escola divulgado em julho:

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