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Correio Braziliense

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Projeto Batucadeiros é o vencedor do 11º Prêmio Itaú-Unicef regional

Organizado pela parceria entre o Instituto Batucar e a CEF 113, a proposta educacional agora concorre ao prêmio nacional

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postado em 15/10/2015 17:12 / atualizado em 16/10/2015 14:22

O prêmio Itaú - Unicef divulgou ontem (14) os vencedores da 11ª edição. Neste ano, o tema Educação Integral: aprendizagem que transforma, selecionou quatro projetos vencedores de toda a região Centro-Oeste. As iniciativas foram desenvolvidas em parceria com ONGs e escolas públicas. O Distrito Federal  teve um projeto selecionado e será representado pelo projeto Batucadeiros. A iniciativa é fruto da parceria entre a  ONG Instituto Batucar e a Escola Centro de Ensino Fundamental 113 (CEF 113), do Recanto das Emas. O Instituto é composto por cinco profissionais e atende cerca de 80 crianças, entre 6 e 18 anos, que são beneficiadas pelo projeto musical.   A proposta  do prêmio é reconhecer, estimular e dar visibilidade ao trabalho de organizações da sociedade civil e escolas públicas para a educação integral de crianças e adolescentes. A iniciativa oferece, ainda, formação para profissionais que atuam em projetos de educação integral.

 

Cada escola e organização social responsável pelos projetos vencedores regionais recebem R$ 25 mil e passa a concorrer na etapa nacional, na qual o prêmio é de R$ 100 mil. Os recursos devem ser investidos no projeto premiado e em ações de Educação Integral.

Alceu Avelar faz parte do grupo de profissionais que participam do projeto do Instituto Batucar no DF. O responsável pela administração faz parte da iniciativa desde o seu início, em 2001, quando Os Batucadeiros atendiam apenas 12 adolescentes em uma instituição religiosa. Após a parceria, o projeto já chegou a atender 210 crianças mas, por falta de espaço na sede do Batucadeiros, não foi possível continuar com a quantidade de alunos. “Atualmente trabalhamos com 80 jovens. No início não tínhamos tantos instrumentos, e daí surgiu a ideia da percussão corporal. Depois de pesquisas, a gente também viu que mais crianças da comunidade precisam ser atendidas” , afirma Alceu.

Além da música feita com partes do corpo, o projeto também oferece acompanhamento escolar, com o auxílio de pedagogos e professores. Alceu conta que a mobilização da comunidade é de suma importância para o desenvolvimento do Batucadeiros. “Começamos a ter uma preocupação maior com o espaço, pois são os próprios alunos e jovens que precisam do projeto e precisam valorizar o ambiente o qual passam tanto tempo” , destaca Alceu, que compareceu ontem (14)   à cerimônia de premiação, em Goiânia, juntamente da diretora do CEM 113, Meire Núbia para receber o prêmio na categoria de inicativas microempresariais. Agora, a parceria segue para a competição nacional. Ambos se sentem confiantes esperam o resultado final para começarem a investir os prêmios conquistados pela iniciativa.

“Foram quase dois mil projetos e a gente chegou lá em Goiânia entre os 20 da nossa região. Nós nos sentimos muito vitoriosos. Foi um momento de emoção pura”, completa o colaborador do projeto. 

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