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Associação Pró-Vida acusa governo de promover doutrinação ideológica

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postado em 10/11/2015 11:34

Agência Câmara

O presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, Hermes Rodrigues Nery, disse há pouco que os órgãos dos governos estão mobilizados na implementação de uma política anti-vida e anti-família, com a “doutrinação ideológica” nas escolas. Ele acusou o governo de estar, com a “agenda de gênero”, destruindo a família em vez de protegê-la, apoiado por organizações não governamentais feministas e marxistas. “Com essa agenda, o governo se volta contra o povo brasileiro e quer praticar a doutrinação marxista liberal do feminismo radical”, afirmou. “Por isso, o povo está nas ruas. Para se posicionar contra a agenda de gênero”, completou.

 

Ele participa de audiência pública na Comissão de Educação sobre a inclusão da "ideologia de gênero e orientação sexual" entre as diretrizes da Conferência Nacional de Educação de 2014. Os deputados que solicitaram a audiência argumentam que essa diretriz contraria decisão do Congresso, que, ao analisar o Plano Nacional de Educação (PNE - Lei 13.005/14), retirou a questão de gênero e orientação sexual do texto, por considerá-la inadequada ao ambiente escolar.

 

Para Hermes Nery, as crianças são “as maiores vítimas da ideologia de gênero”. Na visão dele, o governo tenta diminuir a autoridade dos pais em relação a essas questões, fomenta a “androgenia artificial” e combate “o que é natural e humano”. Ele acredita que está havendo “uma perversão dos direitos humanos”. Segundo ele, existe uma “ilusão de autonomia” em matéria sexual, que visa à subversão da sexualidade. “Essa ideologia visa suplantar a realidade da natureza”, acrescentou.

 

Direito dos pais O coordenador do Movimento Escola sem Partido, Miguel Nagib, salientou que o movimento é contra o uso político e ideológico da sala de aula e em favor do direito dos pais sobre a educação moral de seus filhos. Para ele, há uma tentativa de “moldar o juízo moral dos estudantes”, que são seres vulneráveis. “Querem usar as crianças como cobaias da teoria de gênero”, afirmou. “O Estado não pode se comprometer com uma determinada hipótese científica”, completou. Para ele, o Estado está, com o uso da máquina, “hostilizando a moralidade cristã”. Ele acusou professores de, na sala de aula, estimular seus alunos a ter contato de natureza homossexual. “Sou a favor de se colocar câmara de vídeo na sala de aula, para trazer mais calma e tranquilidade às famílias”, defendeu.

 

A audiência acontece no plenário 10.

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