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"Não há razão para ter escola hoje invadida em São Paulo", diz Alckmin

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postado em 07/12/2015 19:18 / atualizado em 07/12/2015 19:20

Agência Brasil

 

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse hoje (8) que após o anúncio sobre o adiamento do projeto de reorganização do ensino em São Paulo, na sexta-feira passada (4), não vê razão para que as escolas do estado continuem ocupadas pelos estudantes.

 

“Não há razão nenhuma para ter escola hoje invadida. Se a causa era essa, agora é retomarmos as aulas para poder, o mais rápido possível, concluir o ano letivo. Esse é o objetivo”, disse o governador, em entrevista coletiva em que o governo anunciou a criação de um plano de combate à dengue, febre chikungunya e vírus Zika, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. “Nós vamos adiar [o projeto de reorganização] e vamos fazer esse diálogo, especialmente com os alunos, os pais dos alunos e o corpo docente”, ressaltou.

 

Hoje pela manhã (7), estudantes fizeram um novo protesto na Rodovia Raposo Tavares. Na semana passada, ocorreram manifestações em diversas regiões da capital paulista, que foram reprimidas pela Polícia Militar.

 

Segundo o governador, a polícia precisou agir para desobstruir as vias que foram fechadas pelos estudantes. “Nenhuma [escola ocupada] foi reintegrada com a polícia. Nenhuma. Cinquenta e quatro foram reintegradas com diretor da escola, professores e dirigentes de ensino. Ia lá, conversava e os alunos saiam, porque viram que era melhor. Tínhamos ação judicial para reintegrar, não reintegramos e nem usamos a polícia. Mas aí ocupam a Avenida Doutor Arnaldo, onde mil pessoas por dia vão tratar câncer no Icesp [Instituto do Câncer do Estado de São Paulo]. Tem o HC [Hospital das Clínicas], o [hospital] Emílio Ribas. Se você não age, você pede: pessoal, vamos dar mais meia hora para vocês liberarem, as pessoas precisam se locomover. Dá o tempo, e eles não saem. Olha, não é possível também prejudicar o conjunto da população. Todo o esforço foi feito nesse sentido”, disse Alckmin.

 

Segundo a Secretaria Estadual de Educação, 188 escolas continuam ocupadas no estado, das quais 76 estão na capital paulista. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) fala em 189 ocupadas na manhã de hoje, das quais 76 estão na capital.

 

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