Base Nacional Comum Curricular

Consulta pública gerou 12 milhões de contribuições e trouxe mudanças

Para Mozart Neves Ramos, diretor de articulação e inovação do Instituto Ayrton Senna, segunda versão da BNCC tem sete grandes e importantes mudanças. O texto foi apresentado pelo ministro da Educação Aloizio Mercadante em entrevista coletiva

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postado em 04/05/2016 17:07 / atualizado em 04/05/2016 18:07

A segunda versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) teve grandes avanços, especialmente em conteúdos polêmicos como história e língua portuguesa, e na organização do currículo como um todo. É o que avalia o diretor de articulação e inovação do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves Ramos.

“São grandes mudanças neste segundo documento. Primeiro a organização do conhecimento por etapas e não por série, que privilegia a formação do aluno e facilita a interdisciplinariedade. Depois,  o progresso nos conhecimentos foi organizado em tabelas, o que orienta o professor sobre o que cobrar de cada estudante em certa etapa. Além disso, esta versão entende o desenvolvimento do aluno de maneira integral, não só cognitiva, mas também psicossocial”, esclarece.


Para o especialista, outros pontos-chave foram corrigidos. “A educação infantil também foi ordenada de forma mais clara, especificando quais as habilidades devem ser estimuladas nas crianças em cada etapa. O ensino médio foi organizado em torno de áreas do conhecimento, e não de disciplina, o que dá mais liberdade às escolas. E os conteúdos de língua portuguesa e história foram complementados e estão mais organizados para que o professor possa trabalhar da melhor maneira”, acrescenta Mozar.

A BNCC foi revisada depois de consulta pública que gerou mais de 12 milhões de contribuições. A segunda versão foi apresentada na terça-feira (3) pelo ministro da Educação Aloizio Mercadante em entrevista coletiva. Considerado estratégico para reduzir a desigualdade do ensino pelo país, o documento estipulará quais são os conteúdos mínimos a serem vistos por jovens de 190 mil escolas.

Polêmicas


A primeira versão, publicada em setembro de 2015, recebeu críticas por não deixar clara a importância de conteúdos tradicionais nas disciplinas de história e português, como o estudo das civilizações clássicas europeias e da gramática da língua portuguesa. De acordo com Mozar, essas falhas foram corrigidas. “Agora os especialistas precisam se debruçar sobre o documento para entender a profundidade dos avanços e o que ainda é necessário mudar”, informa.

A versão final da BNCC deve ser apresentada em junho de 2016. Saiba mais e acompanhe os relatórios por este link.