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Correio Braziliense

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Um novo universo para a leitura

Luis Fernando Verissimo, escritor há 43 anos, vendeu mais de 5 milhões de exemplares de suas obras por todo o Brasil. Agora, o autor embarca em uma jornada diferente, lançando um livro infantil feito para ser lido inteiramente no Facebook

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postado em 20/06/2016 18:15 / atualizado em 20/06/2016 19:12

Gabriela Studart

Imagine ganhar um gato que não sabe falar “miau”, estranho, não é?! Agora pense se fossem seis gatos, cada um de um país diferente, mas nenhum que consiga miar em português. Essa é a aventura do protagonista de O sétimo gato, mais recente obra lançada pelo gaúcho Luis Fernando Veríssimo.

A história é o primeiro livro infantil inteiramente digital do autor. Enquanto você lê, os animais se mexem, e os personagens fazem vários sons. Um dos gatos da história pensa que é alemão e odeia o nome que ganhou: Chuchu. Por isso, só atende quando chamado de “Hans”.

É uma história sobre liberdade de escolha. Cada gato resolve se expressar de um jeito. Espero que as crianças gostem e peçam para os pais contarem cada vez mais histórias, revela o autor.

As ilustrações foram feitas pelo artista Willian Santiago. O ideal é que a criança leia acompanhada de um adulto, por meio de celular ou tablet.

 

O autor
Luis Fernando Verissimo, nasceu em Porto Alegre (Rio Grande do Sul), em 1936. Os mais de 60 livros escritos por ele foram traduzidos e publicados em outros 19 países. Além de escritor, é humorista, cartunista, tradutor, roteirista de televisão e autor de teatro. Entre seus livros mais populares, estão Comédias para se ler na escola, As mentiras que os homens contam e A mesa voadora.

Filho de peixe, peixinho é... Não poderíamos esperar pouco talento do filho de Érico Verissimo (1905-1975), um dos mais importantes escritores do século 20, famoso por obras como Incidente em Antares e a série O tempo e o vento. Quando questionado sobre o porquê de ter demorado tanto a escrever para o público infantil, ele deu uma resposta simples:

Faltava alguém dar a ideia. Mas eu tenho um livro chamado O santinho, que é maios ou menos para crianças, brinca. É difícil acertar o tom, a escrita para crianças tem que ser acessível, mas não pode ser condescendente.

Sobre como é a sensação de escrever algo para uma rede social, Verissimo é certeiro.

Foi uma novidade em todos os sentidos: escrever para o Facebook e para as crianças. Eu não tinha essa experiência. Então, foi duplamente diferente para mim.

A inspiração veio de um poema.

Eu tinha escrito um poema assim:
Era uma vez um gato francês, que em vez de “miau” dizia “miu”.

E um gato inglês que, em vez de “miau” dizia “how do you do”.
Resolvi desenvolver a história, com outros gatos.

 

Agência África
 


O projeto

O Sétimo gato é a segunda publicação do projeto Livros na Timeline, do Itaú, e poderá ser acessado na página oficial do banco no Facebook: www.facebook.com/itau. A estreia do projeto foi em abril, no Dia Nacional do Livro Infantil, com a história O menino e o foguete, de Marcelo Rubens Paiva e Alexandre Rampazo. O primeiro post teve mais de 57 milhões de visualizações e faz parte do programa Itaú Criança da Fundação Itaú Social com a campanha Leia para uma criança, que também compõe o programa e distribuiu mais de 40 milhões de livros infantis no Brasil.

 

Fala aí


Meninos do 4º ano e as meninas do 5º experimentaram a leitura pelo Facebook e contaram ao Super! o que acharam do formato:

 

Adorei as animações, achei que era um desenho animado, tipo um vídeo, mas não… São coisas se mexendo na tela enquanto a gente lê. Achei isso bem divertido, conta Daniel Rodrigues, 9 anos.

 



Achei bem diferente e interessante. É uma forma nova de ler, mas estou acostumada mesmo é com livros impressos, explica Agatha Geraldes, 10.

 



Nunca leio livro desse jeito, os meus são sempre de papel. Achei diferente porque nesse tem menos palavras e mais desenhos e sons. Gostei muito, afirma João Vitor Pauli, 9.

 



Foi uma experiência superlegal! É uma forma muito educativa de incentivar as crianças a gostar de ler e aprender, opina Fabrinny Alcântara, 10.

 



Foi uma leitura muito divertida. Só tem um problema, porque você passa as páginas cada hora para um lado, acho que deveriam ser todas em uma só direção, para ficar menos confuso, argumenta Mateus Moretto, 9.

 


Achei essa ideia interessante. No futuro, penso que vão ter bem mais livros assim e bem menos impressos. Gostei muito mesmo do livro, diz Vitor Formiga, 9.

 

 

 

Adorei esta ideia de colocar animação e som. A pessoa que pensou nisso está de parabéns, avalia Larissa Coelho, 9.

 

 



É a primeira vez que eu vejo um livro digital e gostei muito. Geralmente, eu só baixo jogos mesmo, mas agora penso que baixar livros também, pode ser bom. O único problema é que demorou um pouco a carregar e travou, aí fechou tudo e tivemos que recomeçar a ler a história, lembra Pedro Henrique Araújo, 9.

 

Achei o livro muito divertido. Eu sempre leio no computador e gosto muito, conta Sarah Bernardes, 10.

 

 



É uma experiência muito legal. Para mim não é novidade livro digital, porque você pode ler no tablet e no kindle. Mas é a primeira vez que vejo um em que as ilustrações são animadas, explica Enrico Giordano, 9.

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