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Brasileiros que brilham no exterior

Estudantes mostram que é possível fazer ciência no ensino médio

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postado em 28/07/2016 14:04 / atualizado em 28/07/2016 14:09

Mariana Niederauer - Especial para o Correio

Três estudantes brasileiros estão entre os finalistas da premiação internacional de ciência concedida pela Google. Letícia Pereira de Souza, 18 anos, e João Gabriel Stefani Antunes, 15, venceram o Prêmio Impacto na Comunidade, da Google Science Fair. Os dois desenvolveram um método de purificação da água que pode ajudar a reduzir o impacto ambiental do rompimento da barragem em Mariana (MG). Eles descobriram que a semente de Moringa oleífera pode tornar a água potável.

Alunos do colégio Ari de Sá Cavalcante, em Fortaleza, eles usaram o laboratório da instituição e contaram com a orientação de um professor para desenvolver o método orgânico de purificação da água. “Foi um aprendizado muito grande, porque eu não tinha muita experiência científica”, relata João Gabriel, aluno do 1º ano do ensino médio. Em setembro, os dois embarcam para os Estados Unidos, para a cerimônia oficial de premiação. Letícia, que concluiu o ensino médio no ano passado, já vai ficar por lá: ela foi aprovada para cursar o ensino superior na Universidade de Stanford, na Califórnia. A dica dela para quem deseja seguir o mesmo caminho é perseverar. “Se você tem uma ideia e acha que realmente vale a pena, corra atrás”, reforça.

 

Arquivo Pessoal
 

 Outra estudante brasileira que brilhou na Google Science Fair foi Maria Vitória Valoto, 16 anos, aluna do 2º ano do ensino médio do Colégio Interativa, em Londrina (PR). Ela criou uma cápsula com a enzima lactase que pode ser utilizada sete vezes, diretamente no leite. Maria Vitória se inspirou no pai, que é intolerante ao açúcar do leite, a lactose, para desenvolver o produto.

Maria Vitória, que participa de feiras de ciências desde a oitava série, já recebeu mais de 10 prêmios pela invenção, dentro e fora do país, e é finalista da Google Science Fair. No próximo mês, saberá se foi selecionada para ir com os outros dois estudantes brasileiros à cerimônia de premiação. “Fazer projetos científicos demanda muito tempo, dedicação e uma série de coisas que podem atrapalhar no desempenho nos estudos. Às vezes, você fica com defasagem no conteúdo, mas é um esforço muito compensador”, garante. “É uma realização saber que o que você está fazendo pode ajudar alguém.”

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