Olimpíada de História

Estudantes de Institutos Federais do Nordeste são destaque em Olimpíada

Estudantes de Institutos Federais do Nordeste são destaque na Olimpíada Nacional em História

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postado em 26/08/2016 18:16 / atualizado em 02/09/2016 18:48

Os alunos da região Nordeste fizeram a diferença na conquista de medalhas na 8ª edição da Olimpíada Nacional em História do Brasil, promovida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte conquistaram 44 medalhas - das 75 distribuídas nesta edição da Olimpíada. A última fase do evento reuniu mais de mil alunos e professores de escolas públicas e particulares de todo o país.

No ranking geral, o Ceará foi o campeão com 19 medalhas; São Paulo levou 15 e o Rio Grande do Norte ficou em terceiro lugar, com 14 medalhas. O estado potiguar, apesar da colocação, foi o recordista no ouro. Os medalhistas são alunos do Instituto Federal do Rio Grande do Norte, que levou 43 equipes para a fase final da Olímpiada. O estudante Pedro Renan Lopes Costa, 18, é um deles, e está no último ano do curso Técnico Integrado em Edificações, no campus de Mossoró.

Foi uma experiência muito importante para nossa vida porque a Olimpíada não trabalha a história como uma disciplina mecânica que você aprende em sala de aula, ela vai muito além disso porque ela estimula o desejo de pesquisa, de aprendizado mesmo, e é um desejo que nós vamos usar, tipo, na nossa vida profissional e na nossa vida como cidadãos também.

Pedro Renan disse que o tema principal da Olímpiada foi a escola. Na opinião dele foi uma experiência incrível porque é algo que faz parte da vida dos alunos, e eles puderam aprender muito sobre a cultura, a história e o trajeto percorrido do método de ensino do Instituto ao longo dos anos. Pedro também está feliz com o ranking geral de medalhas alcançado pelos alunos e professores do Nordeste.

Eu fico muito orgulhoso com esse resultado do Nordeste porque quebra muito os padrões que existem, né, porque querendo ou não existe sim um preconceito contra a região Nordeste, e esse resultado descontrói toda essa ideia que mostra que o Nordeste não é só uma questão de seca e de pobreza, mas existe também um grande incentivo ao ensino e que os alunos daqui são dedicados e mostram trabalho quando vão para essas Olímpiadas.

Pedro Renan já participou também das Olímpiadas de Matemática e Física e recomenda a quem ainda não teve essa oportunidade que tente passar por essa experiência. Agora ele se dedica a conclusão do curso técnico no Instituto Federal e planeja prestar o vestibular para arquitetura na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

O áudio está disponível gratuitamente para utilização das rádios.