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Circuito de Ciencias

Centro de Ensino Elefante Branco recebe Circuito de Ciências

Os estudantes do Plano Piloto e Cruzeiro apresentaram os projetos nesta quarta-feira (31) e concorrem a vagas no evento distrital, em outubro. Serão 14 mostras promovidas pelas regionais do DF

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postado em 31/08/2016 20:18 / atualizado em 31/08/2016 20:46

 

Ana Flávia Castro/Correio Braziliense

 

O Centro de Ensino Médio Elefante Branco recebeu, nesta quarta-feira (31), a exposição dos 60 projetos selecionados para a etapa regional Plano Piloto/Cruzeiro do Circuito de Ciências das Escolas Públicas do Distrito Federal. As mostras regionais começaram ontem (30) e vão até 14 de setembro.

A partir dessa etapa, serão selecionados três projetos por regional de cada uma das oito categorias — iniciação à ciência e pesquisa; desenvolvimento tecnológico e engenharia; ciências da terra; medicina; saúde e biologia; ciências sociais; comportamento e ciências; e artes — para participar do evento distrital, de 18 a 21 de outubro no Parque da Cidade.

Essa é a sexta edição do circuito, que segue o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia: ciências alimentando o Brasil. Segundo a coordenadora Regional de Ensino do Plano Piloto e Cruzeiro, Ana Lúcia Moura, todos os trabalhos têm temáticas em torno da alimentação e da sustentabilidade. Para Ana Lúcia, o circuito é importante para desenvolver o ensino, uma vez que os estudantes aplicam o que aprendem em sala de aula e ensinam aos pais e a outros colegas de forma lúdica. “Todos os projetos apresentados são resultado de um trabalho feito nas escolas e nos quais o aluno é protagonista do seu conhecimento”, afirma.

 

 

Ana Flávia Castro/Correio Braziliense


Visão de estudante

A exposição tem alta adesão dos alunos, que gostam muito dos temas apresentados. As estudantes do Centro de Ensino Fundamental 1 de Brasília, Danyela Bose, 12 anos, Andressa Josmaria, 12, e Amanda Alves, 12, gostaram dos projetos. “É legal porque a gente aprende muita coisa, um pouco de tudo. Tem planta, química e muita comida. Tem até sushi”, se diverte Danyela. Para Andressa, é um complemento ao ensino em sala de aula. “É muito mais divertido aprender aqui do que em sala”, afirma.

As três meninas elegeram seu projeto favorito: o bolas flutuantes, feito pelos alunos do Centro Educacional 1 do Cruzeiro. Com ajuda do professor de geografia Josué Sales, os estudantes Nicole Ribeiro Porto, Marcos Rafael, Gabriel Rodrigues de Melo e Rafael da Silva Pereira, todos com 15 anos, desenvolveram trabalhos sobre densidade que podem gerar soluções sustentáveis para a poluição dos mares, rios e mananciais, com produtos químicos simples.

Nicole utilizou água, óleo e pastilhas efervescentes de carbono para montar a sua parte do projeto. A pastilha, no momento em que entra em contato com a solução, eleva a água. Como o líquido e o carbono não se misturam, a água desce pura, sem os materiais diferentes. “O carbono representa uma possível solução que poderia pegar a poluição, levar para cima e depois a água voltaria pura, facilitando a limpeza dos mares”, explica a estudante.

Rafael Rodrigues de Melo e Marcos Rafael utilizaram água em diferentes temperaturas para explicar as correntes térmicas geográficas. “Nós colocamos água gelada dentro um vidrinho com água quente. A água fria, mais densa que a água quente, desce, criando uma espécie de erupção. O mesmo ocorre com o ar frio, que vai para a parte de baixo, e o ar quente, que fica no alto. É como um ar-condicionado, se você colocar no chão, ele só vai resfriar os seus pés”, conta Rafael Rodrigues.

Na última parte, Rafael da Silva Pereira explica como eles entenderam os processos de densidade. “Eu coloquei óleo, água e álcool. Se eu colocar óleo no álcool, ele tende a descer, porque quanto maior a densidade, mais embaixo fica. Se isso fosse uma praia, a gente poderia jogar um produto químico que separasse a poluição da água, e aí a sujeira subiria, tornando mais fácil fazer a limpeza”, relata Rafael.

 

 

Ana Flávia Castro/Correio Braziliense

 

Opinião profissional

Maria Eunice Amaral, coordenadora Pedagógica da Creche Casa do Candango, diz que a experiência é rica para crianças de todas as idades. “Por causa do evento, decidimos revitalizar o nosso pomar e a horta, e foram outros espaços que conseguimos explorar com a creche, não só ficar em sala de aula”, conta. A escola escolheu os temas alimentação e consciência corporal, por meio dos quais criaram a geladeira consciente, que só aceita alimentos saudáveis, e o tapete tátil, feito de alimentos.

A coordenadora ressalta o papel do circuito para desenvolver o ensino dos estudantes. “O circuito é muito válido. O evento é totalmente pedagógico, lúdico e rico. Nós vimos os resultados”, afirma Maria Eunice.

Próximos eventos

Até 14 de setembro, todas as regionais organizarão o evento de exposição dos projetos selecionados nas etapas locais. Amanhã (1º), a Escola Parque Anísio Teixeira da QNM 19, Conjunto O, em Ceilândia Sul e o Centro de Ensino Médio Núcleo Bandeirante (CEM NB), na 3ª Avenida, Área Especial 4, Praça Oficial, no Núcleo Bandeirante, sediarão as próximas etapas.

 

Confira a programação completa.


Saiba mais sobre o circuito no site. A etapa distrital ocorrerá de 18 a 21 de outubro, no Pavilhão do Parque da Cidade.

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