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Saiba quem são os estudantes medalhistas de ouro nas olimpíadas de história

Olimpíada Nacional em História ocorre anualmente e conta com a presença de estudantes de todo o Brasil

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postado em 02/09/2016 19:00 / atualizado em 06/09/2016 17:10

 

 

Há bastante tempo os estudantes brasileiros estão acostumados a ouvir falar de olimpíadas do conhecimento, especialmente na área de ciências exatas, como matemática e física, mas a competição de história, promovida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) é bem menos difundida entre o público. Isso não significa que o conteúdo seja menos imporante, ou que a avaliação auxilie menos na formação dos alunos, como explica Cristina Meneguello, professora de história. “Estudar História é fundamental para formação de um cidadão consciente de seu papel na sociedade e fortalecimento da compreensão de cidadania, justiça e responsabilidade social. Assim como a compreensão crítica das decisões que são adotadas seja pelas autoridades, políticos, instituições etc, de forma mais crítica e contextualizada,” comenta.

Neste ano, as equipes formadas por jovens do ensino médio e professores foram premiadas no evento. Conheça as trajetórias de algumas delas. Leia relatos de duas das equipes douradas que brilharam na última competição.

Esforço feminino

Victoria Sami Costa Mulller, 18 anos, estudante do 3º ano do Ensino Médio, faz parte da equipe Oxe Filomena. Ela participou das olimpíadas ao lado de duas colegas, Giulia Dani Gasparetto, Rebecca Maria Monteiro Murad, ambas com 17 anos, e foram coordenadas pelo professor Rafael Verdaska. Juntos, os quatro enfrentaram o desafio de responder seis provas sobre diversos momentos da história brasileira. “(MAIS SOBRE PREPARAÇÃO), nos esforçamos muito e ficamos muito felizes com o resultado”, declara Victoria.

Como incentivo, a escola organizou para as meninas aulas e provas especiais para a competição. VIctória lembra que sempre teve mais facilidade com as ciências humanas, e que nas primeiras cinco fases eles discutiam as questões, separavam cada uma e faziam a prova. A estudante conta que a medalha representou reconhecimento. “ Foi a condecoração do nosso empenho e preparação. Achei importante termos ganhado, um ato simbólico para o nosso último ano no ensino médio, um presente verdadeiro presente”, enfatiza Victoria. Ela lembra que gostava de história desde o ensino fundamental, mas foi nos anos finais do ensino médio que, de fato, se apaixonou pela meatéria.

 

No vestibular, ela deseja cursar direito. “Acho fantástico, é uma faculdade que vai envolver o que amo, direito constitucional, história, filosofia. Vou tentar fazer minha parte como cidadã, mudar nas pequenas coisas e tentar ajudar pessoas”, declara. Para a estudante, o maior legado da competição foi ter mais paciência e aprender a escrever melhor com a professora de redação e outros docentes que também deram apoio.

O professor coordenador do grupo, Frederico Blumenhagen, 37 anos, do colégio Poliedro, fala que é muito importante para os alunos participar dessa competição. “Eles aprendem muito através de debates que ocorrem antes e durante as olimpíadas, descobrem como trabalhar em equipe, e compartilham o que já sabem", comenta. E deixa uma dica para futuros candidatos: "uma vez inscrito, dedique-se, porque vale a pena. Não tenho um aluno que tenha se arrependido de participar”.

 

Equipe Triângulo dos Bermudas

 

 
Quem também participou das olimpíadas é Leonardo Morais e Silva, 17 anos, do 3º ano do ensino médio. Ao lado dos colegas Felipe Monteforte Ferreira, 17, e André Binatto Junior, 17, e do professor de história Antonio Ive Marinheiro, ele formou a equipe Triângulo dos Bermudas. O estudante participou da competição pela segunda vez. Na primeira, ele havia chegado até a semi-final. “Foi maravilhoso, na hora da cerimônia de entrega, eles demoraram para nos chamar e eu fiquei bem ansioso com a espera. Nos dedicamos muito e quando chamam para receber o premio a sensação é única,” relata.


Leonardo e os colegas receberam treinamento dado pelo colégio antes mesmo do início das olimpíadas no qual discutiam temas que possivelmente cairiam na prova. O rapaz também costumava estudar sozinho por períodos de 30 minutos a uma hora no contraturno escolar. “Eu acho que a medalha representa o resultado do esforço que eu e meus colegas tivemos, do investimento que meu colégio fez em mim, é bom saber que o professor te ajudou, e é gratificante trazer bons resultados para você e sua família, a minha que acreditou em mim, e ficou muito feliz com o resultado alcançado”, declara.

Segundo ele, durante a competição, é muito importante discutir os temas cobrados em prova com o grupo porque, assim, além da sua opinião, você pode analisar a forma de pensamento e de visão das outras pessoas. "Essa olimpíada é diferente das outras pelo formato e porque os participantes têm que correr atrás das respostas, pesquisarem e se interessarem mesmo, não é dado, é uma competição de pesquisa", comenta.

Para a surpresa dos admiradores, Leonardo conta que tira notas boas, mas gostaria de ser mais dedicado. Ele lembra que sempre se interessou por história, uma vez que o conteúdo influência no dia a dia de todos. O rapaz também é diferente nas preferências, "gosto igualmente de exatas e humanas e não tenho uma disciplina preferida", explica. Sobre o futuro, Leonardo conta que já decidiu qual carreira seguir. “Pretendo fazer medicina, mas ainda não sei bem em que área vou me especializar. Foi algo que demorei a decidir, mas acho interessante o modo como a profissão funciona,” comenta.

Sobre a competição


A Olimpíada Nacional em História do Brasil acontece anualmente e é voltada para alunos do ensino fundamental e médio de colégios públicos e particulares de todo o Brasil. Para participar, basta que os estudantes interessados se cadastrem, lembrando que as provas são em equipes formadas por três alunos e um professor. A inscrição é gratuita. A competição é composta por cinco fases on-line, com duração de uma semana, e a grande final que ocorre em são Paulo com, no mínimo, 800 finalistas. Na olimpíada os alunos são avaliados em provas, onde por exemplo, são responsáveis na produção de um jornal. O teste dissertativo e a entrega de medalhas são no câmpus da Universidade de Campinas (Unicamp). Neste ano, a olimpíada ocorreu entre 9 de maio a 20 de agosto.

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